por Equipe Seu Cardio | Blog, Coronária, Fatores de Risco e Prevenção
Por Dr. Evandro de Campos Albino CRM-SC 5478 RQE 3297 e Dr. Guilherme M. Monteiro CRM-SC 15796 RQE 11808*
O exame de Tomografia Computadorizada vem se desenvolvendo muito rapidamente nos últimos anos. Antigamente, era pouco usado na Cardiologia. Contudo, o desenvolvimento da Tomografia Multislice causou uma revolução nessa área ao permitir muito mais imagens, de maneira muito mais rápida, e com mais resolução. (mais…)
por Equipe Seu Cardio | Blog, Marcapasso e outros dispositivos, Vídeos
Uma das indicações de marcapasso em crianças ocorre quando, ao nascer, a criança apresenta uma frequência cardíaca muito baixa. Geralmente, essa alteração é decorrente de uma cardiopatia congênita que interfere no sistema elétrico do coração, gerando um bloqueio entre o átrio e o ventrículo. Esse bloqueio faz com que os estímulos elétricos gerados no átrio não cheguem até o ventrículo, que é responsável pela função contrátil do coração. Então, o marcapasso é indicado pois consegue identificar esses estímulos e levá-los até o ventrículo, para que o coração desempenhe sua função. (mais…)
por Equipe Seu Cardio | Aorta, Coronária, Materiais Educativos
*Conteúdo direcionado a profissionais da área da saúde.
O papel de todo atendimento de emergência é identificar, de maneira rápida e eficaz, as situações de risco que os pacientes apresentam e oferecer-lhes o atendimento adequado.
Diante de um paciente com dor torácica, a aplicação de um protocolo de diagnóstico diferencial de dor torácica na emergência é fundamental para que sejam realizadas ações imediatas, nos casos de maior risco, ou para que se possa adotar uma avaliação mais profunda, nos casos que não demandam pronta intervenção.
Pensando nisso, convidamos o Dr. Marcello Maia (CRM-SC 11034 |RQE 5221 | RQE 9033), Cardiologista e Intensivista no Hospital SOS Cárdio, para falar sobre o tema e sobre como é realizado o diagnóstico diferencial de dor torácica nas emergências, atualmente.
O material está disponível para download aqui no Blog. Nele, você irá encontrar informações como:
- Estratificação do Risco Coronariano
- Diretrizes para o Diagnóstico Diferencial de Dor Torácica
- Pacientes de Alto Risco Coronariano
- Pacientes de Risco Intermediário
- Avaliação de Risco – Critérios Mundiais
Confira o Ebook que preparamos sobre diagnóstico diferencial de dor torácica na emergência. O conteúdo é destinado a profissionais da área da saúde. Faça o download:

Esperamos que aproveite a leitura!
Sobre o autor:
Dr. Marcello Bastos Moreno Maia, CRM-SC 11034 |RQE 5221 | RQE 9033, é Cardiologista e Intensivista no Hospital SOS Cárdio. Atua também na clínica Prevencordis.
por Equipe Seu Cardio | Blog, Fatores de Risco e Prevenção, Fatos e Mitos
Por Dr. Marcello Bastos Moreno Maia – CRM-SC 11034 |RQE 5221 | RQE 9033
Cardiologista e Intensivista no Hospital SOS Cárdio. Atua também na clínica Prevencordis.
Em outro post, abordamos a questão da dor no peito e quando ela pode ser sintoma de um infarto. Agora, vamos falar sobre o que pode e deve ser feito diante dos sintomas de infarto.
Diante de sintomas de infarto, como dor no peito com características de sensação de peso no peito, opressão, queimação, e que não alivia rápida e completamente ao descansar, é necessário procurar assistência médica de urgência.
O ideal é que seja procurado um serviço especializado em Cardiologia, que já poderá realizar as intervenções necessárias. Na falta de um atendimento especializado recorra ao atendimento emergencial mais próximo disponível para um primeiro atendimento. Posteriormente, se for necessário, o serviço poderá providenciar a remoção para um centro de Cardiologia.
Agilidade diante de sintomas de infarto
O principal, nesse momento de emergência, é a agilidade no atendimento. Como visto, o infarto é a morte das células do coração. Assim, quanto maior a demora na intervenção médica, maior será o dano e maiores serão as sequelas.
Com até seis horas de infarto, pode-se conseguir uma recuperação razoável do músculo cardíaco. Passado esse tempo, até em torno de 12 horas de infarto, consegue-se alguma recuperação da musculatura, mas o resultado é bem inferior. Passadas as 12 horas, dificilmente haverá recuperação será significativa.
Quanto menor for a lesão no músculo do coração, menor o impacto do infarto na qualidade de vida.
Como é o atendimento de emergência no infarto
O correto diagnóstico de infarto só pode ser realizado por um médico. Na avaliação são considerados os sintomas, como a dor no peito, e são analisados outros dados, como alterações no eletrocardiograma e exames de sangue.
Ao chegar em uma emergência cardiológica com sintomas de infarto, é realizado um eletrocardiograma. Este exame mostra se há alguma alteração cardíaca naquele momento. É possível, no entanto, que o eletrocardiograma se apresente normal, o que não exclui a possibilidade de um infarto. Por isso, na consulta de emergência com o Cardiologista, quando há uma suspeita forte, é obrigatória a analise de outros exames.
A avaliação clínica é complementada com a avaliação de algumas substâncias liberadas pelo infarto na circulação sanguínea, as enzimas. Esse controle exige a realização de exames de sangue de forma seriada, com mais de uma coleta, durante algumas horas. Assim, é possível identificar se esta substância está aumentando de forma significativa no organismo. Todas essas medidas são essenciais para o correto diagnóstico do infarto e a busca da melhor solução para quem sofre o problema.
Tratamento para Desobstrução das Artérias
O infarto é a morte de células do coração, causado pela falta de irrigação do músculo cardíaco. Essa falta de irrigação acontece pela obstrução de um vaso sanguíneo. Em geral existe uma placa de gordura a qual se rompe. O contato do sangue com os elementos mais internos desta placa favorece o desenvolvimento de um coágulo e este coágulo é que irá fazer a obstrução para a passagem do sangue. Assim, é necessário restabelecer o fluxo sanguíneo naquela artéria, para que o coração receba a irrigação necessária.
Para isso, na emergência cardiológica são ministrados medicamentos chamados de trombolíticos que visam eliminar o coágulo que se formou no vaso sanguíneo. Essa medicação vai auxiliar o seu corpo a restabelecer o fluxo de sangue para o coração e irá aliviar os sintomas do infarto.
Em alguns casos, no entanto, é feita a desobstrução por meios mecânicos, a Angioplastia de urgência. Durante o procedimento o coágulo e a placa são esmagados por um balão e é feito o implante de uma prótese que irá manter a artéria aberta, o “stent”.
Medicação sublingual: somente com prescrição médica
Existem medicações que podem ser usadas de maneira sublingual ou inalatória e que ajudam a dilatar as artérias do coração. Elas melhoram o fluxo de sangue para a região que sofre a isquemia, fazendo desaparecer o sintoma da angina (dor no peito).
Essas medicações só devem ser utilizadas se forem prescritas pelo médico. Destinam-se, principalmente, às pessoas que já tem o diagnóstico de doença coronariana, possuem angina “conhecida” e realizam regularmente acompanhamento médico.
Para esses casos, o fato da dor no peito aparecer diante de um esforço físico e rapidamente desaparecer, é um sintoma típico de angina, mas não significa que está havendo um infarto e nem que é necessário correr para uma emergência. Mas, se mesmo usando as medicações, a dor não aliviar rapidamente, é necessário recorrer a um atendimento médico de urgência.
É fundamental lembrar que este medicamento precisa ser previamente prescrito pelo médico. A automedicação pelo contrário pode causar uma perda tempo essencial para o diagnóstico e início do tratamento adequado de um infarto – ou de outra doença grave. Um erro causado pela automedicação pode afetar, inclusive, uma cirurgia de urgência.
Dr. Marcello Bastos Moreno Maia (CRM-SC 11034 | RQE 5221 | RQE 9033) é Cardiologista e Intensivista no Hospital SOS Cárdio. Atua também na clínica Prevencordis.
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