por Equipe Seu Cardio | Aorta, Blog, Cirurgia Cardíaca, Cirurgia em Idoso, Congênito, Coronária, Fatos e Mitos, Pré e Pós-Operatório, Válvulas
Este conteúdo reúne as 12 dúvidas mais comuns de quem está passando pelo pós-operatório de cirurgia cardíaca. Aqui, você encontra diversas respostas, desde temas como dor e inchaço até quando retomar atividades físicas, dirigir e ter relações sexuais.
Cirurgias cardíacas são eventos importantes na vida de qualquer pessoa. Exigem preparação, cuidados e recursos especializados. No entanto, para obter sucesso, o pós-operatório é fundamental. E é nessa fase que os pacientes costumam apresentar o maior número de dúvidas – especialmente com relação à retomada das atividades básicas do dia a dia.
Para ajudar você a retornar à vida normal de forma tranquila e segura, selecionamos algumas das principais dúvidas dos pacientes no pós-operatório da cirurgia cardíaca. São informações relevantes, que podem lhe orientar nessa fase crucial, mas que não substituem a orientação do seu próprio médico.
1 – Por que sinto dor no meu pós-operatório?
Quando realizadas pela abordagem tradicional, as cirurgias cardíacas costumam ser de grande porte. Devido à incisão da pele, abertura do osso esterno e colocação de drenos, os músculos da região torácica ficam bastante sensíveis, causando dor.
Quando realizadas por abordagem minimamente invasiva ou cirurgia robótica, a agressão cirúrgica, assim como as incisões, são muito menores. Dessa forma, os pacientes costumam sentir menor dor no pós-operatório e ter uma recuperação mais rápida.
Porém, é importante saber que a dor é manejável com o uso de medicação. Por isso, é importante que o paciente relate as dores que sente, para que os médicos possam prescrever os medicamentos necessários. Além disso, a fisioterapia respiratória e motora, bem executada, pode auxiliar bastante nessa fase.
2 – Por que minhas pernas ficam inchadas depois da cirurgia?
Após a cirurgia cardíaca, o inchaço (edema) das pernas é comum, principalmente nos pacientes que se submetem à revascularização do miocárdio com a utilização de veia safena. Via de regra, esse inchaço costuma ser provocado pela manipulação de vasos linfáticos durante o procedimento. A própria retirada da veia estabelece ao organismo a necessidade de redirecionar o fluxo sanguíneo que passava por ela para o sistema venoso profundo da perna. Essa adequação leva algum tempo e, por isso, os pacientes tendem a ficar com a perna, da qual foi retirada a safena, um pouco mais inchada.
Esse edema, quando leve a moderado, não deve se traduzir em uma preocupação, pois é normal e reversível. Por isso, orientamos os pacientes para a movimentação precoce e para que mantenham as pernas elevadas quando estiverem sentados. O uso de meias elásticas também pode ajudar. Caso o inchaço das pernas permaneça por mais de um mês, recomendamos o acompanhamento clínico.
3- Posso dormir de lado após a cirurgia cardíaca?
Quando o paciente passa por uma cirurgia cardíaca com abordagem tradicional, ou seja, com a “abertura do peito” (incisão central no tórax e esternotomia), recomenda-se que durma de barriga para cima por, aproximadamente, 60 dias. Esse é o tempo necessário para que o osso esterno se feche. Dormindo de lado, o paciente corre o risco de sofrer com o que chamamos de cavalgadura do osso, o que pode ocasionar dor e desconforto.
Já na abordagem minimamente invasiva ou na cirurgia cardíaca robótica, as incisões são menores e não há necessidade de abertura do esterno. Assim, recomendamos apenas que os pacientes não durmam sobre o local da cicatriz cirúrgica nos primeiros 10 dias.
4 – Posso fazer as unhas e pintar o cabelo logo após a alta hospitalar?
Em geral, recomendamos aos pacientes que esperem 15 dias após a cirurgia cardíaca para pintar/tonalizar os cabelos e fazer a retirada das cutículas das unhas.
No entanto, ressaltamos que é fundamental utilizar os seus próprios materiais (alicates, tesouras, lixas, etc) e que eles devem estar devidamente esterilizados. No caso das unhas em gel, além de utilizar o material devidamente esterilizado, é imprescindível que as unhas estejam sem processo inflamatório (infeccioso) ou com fungos. Essas recomendações evitam a ocorrência de infecções no pós-operatório e, por isso, são bem importantes.
5- Posso usar filtro solar na cicatriz?
Os pacientes devem evitar a exposição ao sol nos primeiros 90 dias após a cirurgia. Se a cicatriz evoluir bem, sem nenhum sinal de infecção na ferida operatória (incisão), é possível usar protetor solar 30 dias após a cirurgia.
6- Quando posso voltar a subir escadas, limpar a casa ou cuidar do jardim?
As primeiras atividades físicas já começam a ser feitas no pós-operatório imediato, ainda na UTI, quando o fisioterapeuta inicia a reabilitação respiratória e motora. Após a alta da UTI, andar/caminhar é muito importante para evitar complicações, como o tromboembolismo e os problemas respiratórios. Esse tipo de atividade também auxilia na recuperação do trânsito intestinal. As caminhadas progressivas são recomendadas e o incremento de tempo é prescrito de forma individualizada.
O retorno às atividades rotineiras depende da abordagem cirúrgica: se foi uma cirurgia convencional (“abertura do peito” e esternotomia), cirurgia minimamente invasiva ou cirurgia robótica.
Retorno às atividades após cirurgia cardíaca convencional:
O paciente já pode subir escadas no retorno para casa. Porém, atividades que envolvem esforço dos braços e do tronco, demandam mais tempo. Assim, os pacientes podem voltar a limpar a casa e a cuidar do jardim apenas após 40 dias da cirurgia, sempre gradativamente.
Retorno após cirurgia cardíaca minimamente invasiva ou robótica:
As restrições de esforço relacionadas aos braços e tronco existem para proteger a cicatrização do esterno após a esternotomia, que acontece na abordagem convencional. Por isso, esse tipo de restrição não acontece nas cirurgias cardíacas minimamente invasivas e robóticas. Nesses casos, recomendamos o retorno às atividades cerca de 14 dias após o procedimento cirúrgico.
7- Em quanto tempo posso voltar a fazer atividades físicas?
Para os praticantes de esportes que passaram pela abordagem tradicional, em geral, é possível retomar gradativamente a prática esportiva a partir de 60 dias (tempo relacionado à consolidação do osso esterno).
Na abordagem minimamente invasiva e na cirurgia robótica, por não haver esternotomia, esse retorno tende a ser mais rápido, cerca de 14 dias.
No entanto, independente da abordagem cirúrgica, é fundamental perguntar ao seu Cardiologista Clínico sobre a recomendação da retomada de atividades físicas específicamente para o seu caso.
8- Constipação após a cirurgia cardíaca é normal?
Sim, essa é uma queixa bastante comum e vários fatores podem levar à constipação intestinal. Em geral, o jejum para a cirurgia, a anestesia e o fato de o paciente ficar um tempo maior deitado no pós-operatório são algumas das causas.
Para isso, recomenda-se andar/caminhar (já falamos acima), bem como adotar uma dieta rica em fibras e líquidos. Vale salientar que o nutricionista também faz parte da equipe multidisciplinar da cirurgia cardíaca e sua orientação pode lhe auxiliar a diminuir essa condição.
9- A partir de quando posso voltar a ter relações sexuais?
Geralmente, após uma cirurgia cardíaca com abertura do esterno, os pacientes que conseguem subir pelo menos 2 lances de escadas, sem dificuldade, já possuem condições de retomar a atividade sexual de forma leve a moderada. O ideal é que o paciente adote uma postura mais passiva e evite movimentos bruscos e excessivos com os braços e com o tórax. Em média, são necessárias de 45 a 60 dias para voltar a ter relações sexuais sem restrição de movimentos. Esse prazo está ligado ao tempo necessário à cicatrização do esterno.
Na abordagem minimamente invasiva e na cirurgia cardíaca robótica, esse retorno tende a ser mais precoce, cerca de 14 dias.
Pacientes que fazem reabilitação física tendem a ser liberados antes, em qualquer abordagem. Saiba mais neste post aqui.
10- A ponte de safena tem validade?
A validade da “ponte de safena”, seja com uso de artéria mamária, artéria radial ou veia safena, está diretamente relacionada aos hábitos do paciente. Afinal, a necessidade da cirurgia de revascularização do miocárdio é gerada pela doença coronariana, que precisa de tratamento a longo prazo.
Assim, a adoção de hábitos saudáveis pode aumentar a longevidade das pontes. Entre eles, o controle adequado dos níveis de colesterol, de glicemia (principalmente nos pacientes diabéticos) e parar de fumar (para os pacientes que fumavam antes da cirurgia). Saiba mais neste post.
11- Depois de quantos dias da cirurgia cardíaca posso voltar a dirigir?
Nas cirurgias cardiovasculares com incisão no osso da região central do tórax, movimentos bruscos podem causar uma dor importante. Por reflexo, uma dor forte pode fazer o paciente largar as mãos do volante e bater o carro. Além disso, os reflexos podem estar prejudicados pela medicação, representando um risco também.
Assim, recomenda-se voltar a dirigir apenas 60 dias após a cirurgia cardíaca tradicional. Já nas abordagens minimamente invasivas e na cirurgia robótica, o retorno pode acontecer em cerca de 14 dias.
12- Depois da cirurgia cardíaca posso voltar a beber vinho, cerveja e/ou destilados?
Normalmente, recomenda-se que a ingestão de bebidas alcoólicas não seja realizada nos primeiros 15 dias após a alta hospitalar. Após este período, é recomendado que o paciente converse com seu Cardiologista Clínico, que irá orientar sobre frequência e quantidade de bebidas alcoólicas que o paciente poderá ingerir, sem causar impacto nas medicações que está usando.
Para saber mais sobre o pós-operatório da cirurgia cardíaca, acesse a cartilha gratuita aqui.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Quanto tempo dura a recuperação total da cirurgia cardíaca? Depende do tipo de abordagem cirúrgica. Se for uma cirurgia cardíaca convencional, ou seja, com abertura do osso esterno, a recuperação inicial leva cerca de 30 dias e, a cicatrização óssea, aproximadamente 60 dias – quando, geralmente, é possível retomar à prática de atividades físicas. Já na abordagem minimamente invasiva e na cirurgia cardíaca robótica, como não há abertura do esterno, a recuperação completa geralmente leva 14 a 21 dias.
Quais sinais no pós-operatório precisam de atenção médica imediata? Febre, secreção na ferida, dor torácica intensa, falta de ar importante ou instabilidade do osso esterno devem ser avaliados sem demora.
Sobre o autor:
Dr. Sergio Lima de Almeida (CRM-SC 4370 / RQE 5893), médico, cirurgião cardiovascular, chefe da Equipe Seu Cardio e do Serviço de Cirurgia Cardiovascular do Hospital SOS Cárdio, em Florianópolis/SC.
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*Post atualizado em abril/2021
A cirurgia cardíaca em idosos é cada vez mais comum. Afinal, as pessoas estão vivendo mais e a população de pacientes idosos aumenta no mundo todo. Com o avanço da idade, há também o avanço da Medicina para o tratamento de diversos problemas vivenciados na terceira idade.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicados em 202 revelam que a expectativa de vida do brasileiro é, em média, de 76,6 anoa. Em 2019, a esperança de vida da mulher chegou a 80,1 anos e do homem 73,1 anos.
Mas, a idade é por si só um fator de risco para a cirurgia cardíaca? O idoso é um ser muito frágil para ser operado?
Idade é diferente de fragilidade
Em primeiro lugar, precisamos diferenciar idade de fragilidade. A idade passa a ser um fator de risco quando traz uma série de doenças associadas. Mas vamos imaginar um idoso que chega aos 80 anos com uma doença de coronária, que é a obstrução (“entupimento”) das artérias do coração. Ele tem uma atividade cerebral e uma vida absolutamente normais. No entanto, não consegue mais fazer sua caminhada habitual porque tem dor no peito. Está limitado nas suas atividades físicas, porque cansa. Esse idoso tem uma doença no coração. Ponto. Só isso. Tratada a doença, ele volta a ter uma vida normal novamente.
Apesar da enorme colaboração que a cirurgia cardíaca em idosos pode trazer à qualidade de vida dos pacientes, são bastante comuns os questionamentos. “Ele já tem 84 anos, o que a cirurgia vai acrescentar de sobrevida para ele?” A questão não é se ele vai viver até os 90 ou 95 anos, mas como esse idoso vai viver. E isso, a cirurgia pode devolver: a qualidade de vida que ele perdeu diante da doença cardíaca que adquiriu. Além disso, em muitos casos, aumenta sim a sobrevida, mesmo nesta faixa etária mais avançada.
Com os avanços tecnológicos da medicina aliados ao maior acesso à informação, os idosos passaram a ter uma melhor qualidade de vida. Assim, são mais ativos, independentes e biologicamente mais fortes. Tratamentos mais eficazes, busca pela boa alimentação e hábitos saudáveis são fatores que contribuem para que os idosos tenham uma sobrevida satisfatória após uma cirurgia cardíaca.
A Cirurgia Cardíaca em Idosos com Boa Saúde
Um estudo publicado pela Journal of the American Geriatrics Society, divulgado pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, o fator idade não é mais justificativa para não serem realizados procedimentos médicos em indivíduos acima de 80 anos.
A cirurgia cardíaca em idosos em situação semelhante ao exemplo acima tem resultados excelentes. Inclusive, surpreendentemente melhores do que em pessoas de meia idade que já acumulam várias doenças. Isso porque o idoso que chegou aos 80 anos com apenas uma doença no coração mostrou que é um ser biologicamente mais forte. Passou por várias etapas da vida, nas quais outras doenças incidem. No entanto, chegou à idade mais avançada apresentando uma única doença. Então, a cirurgia cardíaca em idosos desse tipo tem baixa taxa de mortalidade. O idoso volta às suas atividades e a família se surpreende com sua resistência, que na verdade já poderia ser observada pela vida que ele leva.
Com o aumento da população de pacientes idosos, a incidência das doenças degenerativas das válvulas cardíacas, comuns nessa faixa etária, também cresce. Para o paciente idoso que tem um problema isolado em uma valva cardíaca, por exemplo, a abordagem cirúrgica precoce impede que a doença valvar comprometa a contratilidade do coração, proporcionando um risco baixo e a devolução de uma qualidade e expectativa de vida normais. Assim, a cirurgia cardíaca em idosos vem ao encontro desse objetivo, devolvendo vida aos anos do paciente.
Cirurgia Cardíaca em Idosos com Doenças Associadas
A indicação de cirurgia cardíaca em idosos que possuem alguma doença associada, que estejam acamados ou que pouco se comuniquem, por exemplo, deve ser avaliada entre médicos, paciente e seus familiares. É fundamental que se tenha em mente o quanto esse paciente irá ou não se beneficiar do procedimento. Em outras palavras, é necessário avaliar seus riscos e benefícios. Para isso, contar com a assistência de bons profissionais nas áreas de Cardiologia Clínica e de Cirurgia Cardíaca é fundamental para apresentar e avaliar claramente o melhor para cada caso.
É comum, em idosos, a descoberta de um problema cardíaco durante a realização de exames para outras doenças, como câncer, por exemplo. Nestes casos, em geral, é indicada a realização da cirurgia do coração primeiro. A medida visa diminuir os riscos no tratamento da outra doença (tumores, transplantes, etc). O coração é sempre colocado em primeiro lugar, pelo risco que ele representa para os outros tratamentos. Uma vez protegido o coração, o tratamento de doenças associadas tende a obter melhores resultados.
Caso tenha dúvidas sobre a relação risco x benefício da cirurgia cardíaca em idosos, converse com o médico que acompanha o caso. Informe-se também com o cirurgião cardiovascular. Em conjunto e com uma avaliação criteriosa, será definida a melhor conduta.
Para saber quais são as principais orientações sobre cirurgias cardíacas, faça o download da cartilha gratuita sobre Pré e Pós-Operatório da Cirurgia Cardíaca:

por Equipe Seu Cardio | Blog, Fatos e Mitos, Marcapasso e outros dispositivos
O uso do marcapasso ainda gera muitas dúvidas. Para esclarecer esse assunto, vamos abordar alguns mitos e verdades sobre marcapassos neste post.
Inicialmente, é importante saber que o marcapasso cardíaco é um aparelho implantável que tem como objetivo tratar os distúrbios de ritmo do coração. Dessa forma, tratam tanto as alterações de ritmo que aceleram o coração (taquiarritmias), quanto aquelas que diminuem a frequência cardíaca (bradiarritmias).
Além disso, existe um grupo de marcapassos chamados de ressincronizadores cardíacos, que atuam para corrigir a falta de sincronismo da contratilidade cardíaca. E, ainda, existem os ressincronizadores. Além das funções dos marcapassos convencionais, detectam e tratam arritmias potencialmente fatais, prevenindo a morte súbita.
Os marcapassos, por si só, não limitam a vida de ninguém. Não trazem restrições e os pacientes podem ter uma vida normal. Quando existem restrições, elas estão relacionadas à doença que demandou o implante de marcapasso, e não ao dispositivo em si.
A seguir, os mitos e verdades sobre marcapassos mais comuns entre os pacientes:
Detectores de metal detectam o marcapasso
VERDADE
Portas de bancos ou de aeroportos podem detectar o metal da caixa do gerador do marcapasso. No entanto, não causam qualquer prejuízo ao aparelho ou ao seu desempenho.
Portadores de marcapasso não podem usar celular
MITO
Portadores de marcapasso podem utilizar celular normalmente. No entanto, há a indicação de que o uso seja realizado o lado oposto ao do marcapasso.
Quem tem marcapasso pode usar o forno microondas
VERDADE
O forno de microondas pode ser utilizado por portadores de marcapassos sem problemas. Indica-se, no entanto, que o portador de marcapasso não fique encostado no microondas durante seu uso. Outros aparelhos que fazem uso de microondas, como controle remoto, por exemplo, podem ser utilizados, sem restrições.
Aparelhos que geram vibração não podem ser usados por portadores de marcapasso
MITO
A vibração gerada por certos aparelhos, como cortadores de grama, banheiras de hidromassagem, barbeadores, massageadores, etc, é inofensiva aos marcapassos e desfibriladores (CDIs).
Portadores de marcapasso não podem viajar
MITO
As viagens são permitidas aos portadores de marcapasso. Contudo, é importante levar a carteirinha do Marcapasso ou Desfibrilador (CDI) e se informar sobre o sistema de atendimento de emergência do local de destino. Além disso, aconselhar-se com seu médico e solicitar a indicação de um especialista no local da viagem é prudente, principalmente no caso de viagens longas.
Quem tem marcapasso não pode realizar alguns exames
VERDADE
Alguns exames como Raio X, tomografia ou ultrassom podem ser realizados sem restrições. PORÉM, nem todos os tipos de marcapasso permitem a realização de ressonância magnética. Atualmente, a maioria dos marcapassos permite a realização deste exame, mas os dispositivos mais antigos não. Assim, é fundamental consultar seu Cirurgião Cardiovascular. Se o seu marcapasso não for compatível com a ressonância magnética, este procedimento é totalmente contraindicado.
Colchões magnéticos devem ser evitados
VERDADE
Os colchões magnéticos devem ser evitados, pois podem acelerar o desgaste da bateria do marcapasso. Assim, acabam por antecipar a necessidade de sua troca.
Portadores de marcapasso não podem dirigir
MITO
Os marcapassos em geral não restringem a possibilidade de dirigir. Porém, no caso dos desfibriladores (cuja função é a de evitar uma parada cardíaca), é importante discutir com o Cardiologista Clínico. A questão de dirigir ou não está relacionada ao potencial risco de parada cardíaca.
Muitos mitos e verdades sobre marcapassos foram desvendados. Porém, recomenda-se que todas as dúvidas sejam discutidas com o seu Cardiologista. Assim, aproveite a periodicidade das revisões de marcapasso e esclareça com seu médico quaisquer dúvidas que venham a surgir.
Vale lembrar que o implante de marcapasso é um procedimento cirúrgico. Apesar do baixo risco, deve ser realizado por um Cirurgião Cardiovascular. Afinal, este é o profissional habilitado para corrigir e tratar, de imediato, todas as possíveis complicações que advêm deste tipo de procedimento.

por Equipe Seu Cardio | Blog, Congênito, Fatos e Mitos
As cardiopatias congênitas no adulto são cada vez mais comuns. O problema é caracterizado por toda e qualquer anormalidade na estrutura ou função do coração, que surge nas primeiras oito semanas de gestação. O Ministério da Saúde estima que no Brasil nascem 30 mil crianças com problemas cardíacos por ano, sendo dez casos a cada mil bebês nascidos vivos.
Atualmente, 85% das crianças que têm cardiopatias congênitas chegam à idade adulta devido aos novos tratamentos, cirurgias e medicamentos. Isso criou um índice maior de adultos com cardiopatias congênitas. Nos Estados Unidos, estima-se que este número chegue a um milhão. Hoje, já contabiliza-se mais adultos que crianças com cardiopatias congênitas.
“Essa população é formada por crianças que foram tratadas e cresceram, mas também por adultos que têm problemas congênitos leves, diagnosticados com idade mais avançada”, esclarece Dr. Luis Enrique Vargas Portugal (CRM-SC 11295/RQE 5389).
Diagnóstico das Cardiopatias Congênitas em Crianças
No caso das crianças, na maioria das vezes, o diagnóstico de uma cardiopatia congênita pode ser feito no pré-natal, através de ultrassom. Em alguns casos, é realizado no primeiro mês de vida, diante de sintomas. Entre eles, quando a criança apresenta a ponta dos dedos e lábios roxos, sudorese, cansaço excessivos durante as mamadas e dificuldade de ganhar peso. Nesta situação, o diagnóstico é feito também pelo ultrassom.
Das crianças que têm cardiopatias congênitas, 50% devem ser tratadas no primeiro ano de vida. Dependendo do caso, inclusive com algum tipo de intervenção cirúrgica logo na primeira semana de vida.
Diagnóstico das Cardiopatias Congênitas no Adulto
O diagnóstico das cardiopatias congênitas no adulto começa com uma avaliação feita pelo cardiologista. Depois, pode seguir com os exames. Entre eles, eletrocardiograma, radiografia de tórax, ecocardiograma e teste ergométrico (conhecido como teste de esforço ou esteira).
Já exames como tomografia, ressonância magnética e o cateterismo cardíaco permitem não apenas diagnosticar, mas também apontar como deve ser a cirurgia corretiva. E isso é muito importante para planejar o tratamento da cardiopatia congênita.
Quem tratou quando criança, precisa de novas intervenções quando adulto?
Em alguns casos, sim, conforme explica o cirurgião cardiovascular Dr. Luis Portugal, da equipe Seu Cardio:
“O adulto diagnosticado com cardiopatia quando criança, na maioria das vezes foi tratado com uma cirurgia paliativa, justamente pela questão do crescimento. Mas, com o passar dos anos, as estruturas ampliadas podem ficar pequenas e as próteses valvares (geralmente biológicas) se deterioram com o tempo. Então, uma parte dessas pessoas precisa de acompanhamento. Muitas vezes, de novos procedimentos, por cirurgia aberta ou por cateterismo cardíaco”. – Dr. Luis Enrique Vargas Portugal (CRM-SC 11295/RQE 5389)
Adultos que recém são diagnosticados geralmente precisam ser tratados, mesmo que a lesão seja leve. Isso porque, pela quantidade de anos que ficou sem tratamento, quando começam os sintomas das cardiopatias congênitas no adulto, já pode haver uma deterioração do pulmão e de outros órgãos.
Quais são os tipos mais frequentes de cardiopatias congênitas?
Os tipos mais frequentes de cardiopatias congênitas incluem:
- alterações nas válvulas cardíacas, com estreitamentos ou vazamentos;
- alterações nas paredes entre átrios e ventrículos, provocando a mistura do sangue;
- anormalidades no músculo, como má formação dos ventrículos.
Além disso, pode haver também uma combinação destes problemas. Porém, entre as cardiopatias congênitas, a mais frequente é a Comunicação Interatrial. Trata-se de um defeito na parede que separa o átrio direito e átrio esquerdo. A CIA, como é popularmente conhecida, representa cerca de 40% dos casos tratados. Pode ser corrigida por cirurgia ou por via percutânea. Neste último, através de cateterismo e colocação de um dispositivo para corrigir o problema.
Outro tipo frequente é a comunicação interventricular, ou seja, entre os ventrículos. Representa cerca de 15% das cardiopatias congênitas. Alguns casos podem ser tratados por cateterismo, mas o mais comum é que necessitem de cirurgia.
Já o estreitamento da aorta geralmente requer tratamento quando criança e, comumente, precisa de uma nova abordagem quando adulto. Atualmente, existem dispositivos que podem ser introduzidos via percutânea (por uma artéria da perna), sem necessidade de uma cirurgia cardíaca aberta.
Os procedimentos mais realizados relacionados às cardiopatias congênitas no adulto são as trocas de valvas cardíacas. Com o passar dos anos e o crescimento do paciente, as próteses ficam pequenas ou se deterioram. Assim, demandam nova intervenção.
“Outros procedimentos comuns são o fechamento de CIA ou CIV e a correção de problemas na saída do coração para os vasos da aorta ou para a artéria pulmonar. Seguindo o crescimento do paciente, a correção realizada quando criança pode começar a calcificar e estreitar, necessitando de nova abordagem. Além disso, algumas cardiopatias congênitas precisam ser corrigidas em etapas. Por isso, podem ser necessários procedimentos quando criança e, posteriormente, na vida adulta.” – Dr. Luis Enrique Vargas Portugal (CRM-SC 11295/RQE 5389).
As cardiopatias congênitas no adulto limitam as atividades físicas?
Cardiopatias congênitas nos adultos, como as comunicações interatriais (CIA) e interventriculares (CIV), por exemplo, se tratadas precocemente, não trazem muitos problemas para se ter uma vida normal, com prática de exercícios físicos.
O problema com o tratamento tardio é que o coração e os pulmões podem estar tão afetados que, mesmo tratada a cardiopatia, ainda persista uma limitação. Por isso, é importante acompanhar com o cardiologista periodicamente.
Avanços da Medicina para o Tratamento da Cardiopatia Congênita
Existem muitos avanços na Medicina para o tratamento das cardiopatias congênitas, Inclusive, novos medicamentos que melhoram a função do coração. Além disso, há os procedimentos endovasculares, que permitem o implante de próteses valvares no coração e stents nas artérias em procedimentos menos invasivos do que uma cirurgia cardiovascular aberta.
“Nos últimos 10 anos, foi dado um salto muito grande nas técnicas cirúrgicas. Assim, próteses valvares que tinham uma vida útil de seis a oito anos, hoje duram de 25 a 30 anos. Além disso, existem próteses que podem ser inseridas por mini incisão e cujo tempo de colocação é mais rápido. Tudo isso colabora para uma rápida recuperação do paciente.” – Dr. Luis Enrique Vargas Portugal (CRM-SC 11295/RQE 5389).
Há também um grupo crescente de pacientes que precisa de uma assistência à função do coração. Nesses casos, podem ser utilizadas bombas mecânicas externas ou internas. Esses dispositivos são conhecidos como assistência ventricular ou “coração artificial”. São um importante avanço da Medicina, principalmente para aqueles pacientes não elegíveis para transplante cardíaco.
A maioria desses tratamentos pode ser realizada por cirurgiões cardiovasculares. Inclusive, a assistência ventricular, tanto para o ventrículo direito quando para o esquerdo. Tudo isso resultou numa melhoria muito grande na qualidade de vida das pessoas com cardiopatias congênitas e no tratamento das cardiopatias congênitas no adulto.
Para saber mais sobre cardiopatias congênitas, listamos abaixo outros posts aqui do blog:
Esperamos que aproveite a leitura sobre cardiopatias congênitas!

por Equipe Seu Cardio | Blog, Fatores de Risco e Prevenção, Fatos e Mitos
*Por Dr. Fernando Graça Aranha (CRM-SC 12033 | RQE 5746)
Os níveis elevados de colesterol no sangue têm correlação com maior chance de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral? Sim, tem. Então a “culpa” é da alimentação, porque isso é a maior causa da elevação do colesterol sanguíneo? Pode-se dizer que não, na grande maioria dos casos.
- Em 1980, não havia nenhum dentre os 50 estados norte-americanos que tivesse mais de 20% da sua população com sobrepeso ou obesidade. Todos tinham índices inferiores a isso.
- Em 2017, não há nenhum dentre os 50 estados norte-americanos que tenha menos de 20% da sua população com sobrepeso ou obesidade. Todos têm índices superiores a isso.
- De 1980 até 2017, o número de pacientes portadores de Diabetes Melito tipo II quadruplicou nos Estados Unidos (EUA). Isso mesmo, aumento de 300% no número de casos!
- Apesar de todo o desenvolvimento da Medicina, dos medicamentos e da crescente preocupação (e gastos expressivos) com cuidados preventivos, a incidência de doenças vasculares (infartos e derrames) continua crescente!
Podemos inferir sem medo de errar grosseiramente que estes números alarmantes, que traduzem uma real epidemia, não se restringem aos EUA. Boa parte dos países do ocidente, e particularmente das Américas, padece das mesmas tendências. Aí, incluído o Brasil!
Quando nos confrontamos com estes índices e esta realidade pavorosa, a maioria de nós já tem uma resposta pronta e superficial que ouvimos e repetimos durante décadas: “A culpa é da mudança de estilo de vida, do sedentarismo, dos hábitos da vida moderna…”. Esta explicação certamente traz nela algum acerto. Porém, nem de longe traduz com exatidão a extensão das causas que nos atingem violentamente nas últimas décadas.
Comecemos por um tópico sobre o qual não vou me estender muito por não ser o foco principal deste texto (embora não se possa negar sua importância): o sedentarismo e os exercícios. Embora saibamos e tenhamos evidências de inúmeros benefícios dos exercícios físicos (desde que realizados dentro das recomendações cabíveis de profissionais das áreas de Educação Física e Medicina), nunca se fez tanto exercício! Quem tem mais de 40, 45 anos, não precisa fazer muito esforço de memória para lembrar que outrora não havia esta multidão a correr diariamente nas beira-mares e nas esteiras das academias! A preocupação com os exercícios físicos e sua prática é notadamente maior progressivamente.
Os exercícios melhoram a capacidade física, tonificam os músculos, têm uma série de efeitos benéficos no metabolismo e até mesmo sobre a autoestima. Isso é inegável. Mas não se pode afirmar que representam uma arma poderosa se usados isoladamente contra a obesidade e o Diabetes Tipo II, assim como contra as consequências destes problemas.
Somos então obrigados a voltar nossas atenções novamente para a alimentação… O que está “dando errado”? Por que, mesmo com todas as inúmeras recomendações alimentares, continuamos engordando, virando diabéticos e infartando?
Desde as décadas de 1960 e 1970, nos Estados Unidos da América têm sido recomendados determinados tipos de dieta oficialmente pelo governo e pelas sociedades médicas. Em 1977, foi publicada uma recomendação dietética para o americano, restringindo as gorduras e privilegiando a ingestão dos carboidratos na alimentação.
Em 1992, foi publicada a clássica pirâmide alimentar, que a maioria das pessoas conhece, com a generosa base composta por carboidratos. Os americanos mudaram a dieta radicalmente desde então… e aí só precisamos olhar os primeiros parágrafos deste texto e ver o que aconteceu.
E de onde surgiu isso?
No início da segunda metade do século passado, começaram a surgir evidências científicas sólidas de que os níveis elevados de colesterol no sangue guardavam relação com a ocorrência futura de infarto e derrame (os chamados eventos cardiovasculares).
De forma simplista, podemos inferir que isso levou à conclusão (talvez precipitada ou pouco embasada) de que a dieta (alimentação) que possuísse colesterol e gordura seria obviamente a principal suspeita. A partir daí, foram iniciados vários esforços para montar dietas ricas em carboidratos e pobres em gorduras, inclusive de forma oficial pelo governo americano. Tais dietas se tornaram o padrão recomendado, quase que no mundo todo, por leigos, nutricionistas e médicos. A ingestão proporcional dos carboidratos, particularmente dos ditos “refinados” cresceu muito!
O resultado foi desastroso… As evidências do desastre se acumulam de forma desconcertante e progressivamente vão se tornando conhecidas por pacientes e profissionais de saúde. Há cerca de 2 anos inclusive, houve uma mudança de postura do governo americano, retirando da lista de “proibidos” ou “malditos” vários alimentos e grupos alimentares.
Este assunto será uma das grandes tendências alimentares dos próximos anos, embora já seja fruto de estudos consistentes há quase cem anos, mesmo antes da II Grande Guerra, na Europa e na América do Norte.
Finalmente, gostaria de concluir esta primeira parte do texto fazendo uma recomendação enfática: não tome nenhuma atitude radical em relação a sua alimentação sem a orientação de um profissional habilitado e atualizado. É de capital importância que este tipo de ação seja individualizada, pois cada pessoa tem metabolismo e saúde diferente. Cada um, portanto, responderá de forma singular a qualquer alteração. É muito importante que haja um acompanhamento estreito!
Se você for portador de doença cardíaca, Diabetes, tiver mais de 40 anos ou outros fatores de risco para doenças cardiovasculares (história familiar rica em doenças cardíacas ou derrame, tabagismo, colesterol elevado, obesidade), este cuidado se faz ainda mais fundamental.
Procure seu médico de confiança para que ele avalie ou encaminhe adequadamente o seu caso. E, para saber mais sobre a influência da alimentação sobre a Obesidade e Diabetes Tipo 2, leia a segunda parte deste artigo: Gordura e Carboidrato: tudo o que você precisa saber.
*Dr. Fernando Graça Aranha (CRM-SC 12033 | RQE 5746) é Cardiologista e Intensivista. Atua no Hospital SOS Cárdio, como Coordenador Geral da UTI e Diretor Técnico, e atende em consultório na clínica Prevencordis. Contato: prevencordis.fernando@gmail.com
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por Equipe Seu Cardio | Blog, Cirurgia Cardíaca, Cirurgia em Idoso, Fatos e Mitos, Marcapasso e outros dispositivos, Pré e Pós-Operatório
A atividade física é um elemento importante tanto na prevenção quanto na reabilitação cardíaca. Porém, muitas pessoas ainda ficam inseguras em praticá-la após o implante de marcapasso cardíaco. Os pacientes costumam ter dúvidas sobre a capacidade do dispositivo, de manter uma frequência adequada, bem como sobre a sua integridade e durabilidade. Neste texto, iremos esclarecer as principais dúvidas dos pacientes sobre a relação entre marcapasso e exercícios físicos. Vamos a elas!
Quem tem marcapasso pode praticar atividades físicas?
Na grande maioria dos casos, a prática de atividades físicas pode ser iniciada ou retomada logo após o período de recuperação do implante de marcapasso. No entanto, cada caso deve ser analisado pelo médico responsável. Seguir as orientações médicas é fundamental.
Qual médico devo consultar?
Para iniciar uma rotina de exercícios físicos com segurança após o implante de marcapasso, você deve consultar seu Cardiologista Clínico. Ele avaliará o seu estado de saúde como um todo e irá lhe orientar quanto à intensidade e a frequência de exercícios indicadas para você. Esse é o primeiro passo para uma boa relação entre marcapasso e exercícios físicos.
Quais os exercícios iniciais mais indicados para portadores de marcapasso?
O objetivo inicial da atividade física, para maioria dos pacientes, é permitir a realização das tarefas do dia a dia, aumentando a força muscular, a resistência aeróbica e mantendo a saúde e mobilidade das articulações.
Portadores de marcapasso que não praticam atividade física regularmente, quando liberados pelo seu Cardiologista, devem iniciar com exercícios de intensidade baixa à moderada. Assim, é possível avaliar o seu condicionamento físico e a sua progressão, na medida em que o corpo se adapta às novas exigências.
Marcapasso e Exercícios: o que eu devo evitar?
Algumas atividades físicas devem ser evitadas por usuários de marcapasso, especialmente nas primeiras 6 semanas após o procedimento. Nesse período, devem ser evitadas atividades que exijam esforço muscular moderado ou severo no braço contíguo ao local do implante do marcapasso.
Depois desse período, as limitações são poucas. Aplicam-se às atividades físicas que exigem grande movimentação dos ombros e àquelas com possível impacto na região do implante. Um impacto forte sobre o gerador do marcapasso pode alterar a integridade do sistema e o seu funcionamento.
São exemplos de atividades e esportes devem ser evitados por portadores de marcapassos:
- golfe
- esportes de raquete (como o tênis)
- fisiculturismo
- natação
- artes marciais
- boxe
Neste outro post, abordamos mais as atividades que devem ser evitadas por portadores de marcapassos e outros dispositivos cardíacos.
O marcapasso pode trazer benefícios para o meu desempenho esportivo?
Os pacientes que tomam todos os cuidados citados acima podem desfrutar do uso de marcapasso e exercícios físicos. E, dependendo da doença cardíaca, ainda podem observar uma melhora no seu desempenho cardiovascular e esportivo. Por exemplo:
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Paciente com Bloqueio Atrioventricular Total (BAVT):
Nesses casos, os pacientes costumam apresentar boa frequência atrial e resposta cronotrópica (aumento da frequência cardíaca com a intensidade da atividade). Contudo, devido ao bloqueio, o ventrículo se mantém em frequência fixa baixa. Nestes casos, o marcapasso conduz a frequência atrial para o ventrículo. Desta forma o paciente pode apresentar a mesma resposta de uma pessoa sem a doença.
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Paciente com Doença do Nó Sinusal:
Nestes casos, os pacientes podem apresentar frequência atrial muito baixa (Doença do Nó Sinusal). O implante, por sua vez, possui um sensor sensível à atividade física do paciente. Ao perceber o sinal de esforço, há um aumento da frequência cardíaca, que pode levar à melhora do desempenho cardiovascular.
Não tenha medo. Converse com o seu médico sobre a retomada das atividades físicas e esportivas após o implante de marcapasso. Assim, você pode se beneficiar da boa relação entre o uso de marcapasso e exercícios físicos.
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