Impacto do Diabetes na Cicatrização da Cirurgia Cardíaca

Impacto do Diabetes na Cicatrização da Cirurgia Cardíaca

Impacto do Diabetes na Cicatrização da Cirurgia Cardíaca – Por Dra. Marli Annes, cirurgiã cardiovascular (CRM-SC 19084)

Entre as principais complicações do Diabetes Mellitus está a maior dificuldade na cicatrização. Por isso, pacientes diabéticos que serão submetidos à cirurgia cardíaca devem manter os níveis de glicemia rigorosamente controlados e ficar atentos a outros cuidados necessários. Assim, evitam complicações do Diabetes na cicatrização. (mais…)

E-book:Tratamentos para Cicatrizes de Cirurgias Cardíacas

E-book:Tratamentos para Cicatrizes de Cirurgias Cardíacas

As Cicatrizes de Cirurgias Cardíacas apresentam um processo complexo e delicado de cicatrização. Esse processo resulta na formação de um novo tecido para o seu reparo. A evolução normal das fases de cicatrização em um paciente pode determinar uma cicatriz final de bom aspecto estético e funcional. Quando há qualquer interferência nesse processo, pode haver uma formação de cicatrizes de má qualidade, alargadas e pigmentadas. Dentre as alterações cicatriciais mais comuns, destacam- se a cicatriz hipertrófica e o queloide. (mais…)

O Futuro da Pediatria

O Futuro da Pediatria

O Futuro da Pediatria – *Por Dr. Murillo Capella CRM-SC 425  Cirurgião pediátrico

A Pediatria é a mais geral das especialidades médicas, assim como a clínica médica do adulto. A especialidade, que antes atendia pacientes até 12 anos de idade, hoje evoluiu e é responsável também pelo atendimento de adolescentes até os 19 anos. (mais…)

Diabetes e doença cardíaca

Diabetes e doença cardíaca

Diabetes e doença cardíaca – Por *Dr. Jamil Cherem Schneider CRM-SC 3151 RQE 2874

A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica o Diabetes como a terceira principal causa de morte em todo o mundo. No entanto, a doença está relacionada à maior incidência de doenças cardiovasculares, que são a principal causa de morte. Dentre as doenças cardiovasculares, o infarto do miocárdio e o acidente vascular cerebral lideram as estatísticas. (mais…)

Riscos da Cirurgia Cardíaca

Riscos da Cirurgia Cardíaca

Doenças do coração são as que mais fazem vítimas no Brasil e no mundo. Apesar do número crescente de mortes e das graves consequências que elas podem trazer, os riscos e complicações da cirurgia cardíaca ainda despertam mais preocupação nos pacientes do que a própria doença. Talvez, essa reação se explique porque, diferente da doença, a cirurgia cardíaca, como outras, é um “risco com hora marcada”.

Riscos da Cirurgia Cardíaca

Riscos e complicações estão associados a qualquer cirurgia, incluindo a cirurgia cardíaca. No entanto, estes riscos são considerados menores se comparados àqueles da própria doença do paciente.

Em alguns casos, na doença coronariana, o paciente tem risco de morte súbita, aquela sem aviso prévio, sem sinais e sintomas importantes. O mesmo se aplica aos casos de aneurisma de aorta. Muitas pessoas, com diagnóstico do problema e com indicação de cirurgia postergam o procedimento, com medo. No entanto, o rompimento de um aneurisma da aorta é extremamente grave e pode ser fatal. Quantificar esse risco e conviver com a doença é extremamente difícil e delicado.

Muitas vezes, as pessoas associam o risco da cirurgia ao medo da anestesia geral. No entanto, a anestesia geral evoluiu muito ao longo dos anos e é, atualmente, muito segura. Técnicas modernas, consulta pré-anestésica e recursos de monitoramento contínuo do paciente eliminam a imagem do passado.

Diante da indicação de uma cirurgia cardíaca, quanto mais precoce o procedimento for realizado, melhor. Uma cirurgia bem planejada é mais segura, assim como também é melhor o prognóstico do paciente. Caso contrário, quando o procedimento é postergado, complicações e sequelas inerentes à própria doença poderão surgir. O estado de saúde do paciente pode se agravar e, com isso, os riscos durante a cirurgia cardíaca também aumentam.

Fatores Agravantes na Cirurgia

Entre os fatores que contribuem para o risco da cirurgia cardíaca, o principal é a qualidade da contratilidade do coração. Ou seja, a força com que o órgão contrai. Se o coração contrai mal, a cirurgia tem mais riscos. Se contrai bem, tem menos. Por isso, o ecocardiograma é geralmente solicitado na rotina pré-operatória da cirurgia cardíaca. É o exame indicado para avaliar o movimento e a contratilidade do coração.

Um ponto interessante e que vale a pena ser ressaltado é que o número de pontes não significa gravidade ou risco cirúrgico. Assim, em uma cirurgia de revascularização do miocárdio, um paciente que recebeu 5 pontes não é necessariamente mais grave do que outro com 2 pontes. A gravidade e o risco da cirurgia cardíaca independem da quantidade de pontes. 

Quando à idade, isoladamente não é fator de risco para a cirurgia cardíaca. Pacientes jovens, adultos ou idosos não tem na idade um fator de maior ou de menor risco cirúrgico. Porém, a condição de saúde geral do paciente sim, essa é determinante. Se o paciente apresenta doenças associadas, como diabetes, disfunção renal, disfunção respiratória ou disfunção cerebral, por exemplo, o risco cirúrgico aumenta. E, nesses casos, tanto o risco de complicações quanto de morte.

Percepção sobre o Risco da Cirurgia Cardíaca

Inovações nas técnicas cirúrgicas, nos recursos e nos cuidados pré e pós-operatórios contribuíram muito com o sucesso das cirurgias cardiovasculares. Antigamente, as cirurgias cardíacas eram consideradas de alto risco. Hoje, não é mais assim. 

Os riscos da cirurgia cardíaca são baixos, apesar de variarem de acordo com a condição de saúde geral de cada paciente. A mortalidade da cirurgia de revascularização do miocárdio é de cerca de 1,4%.

No entanto, devemos ter sempre em mente a avaliação entre o risco da doença e o risco do procedimento. Por exemplo: se determinado paciente apresenta risco de 50% a 70% de mortalidade cirúrgica, é porque a sua doença apresenta 100% de risco. Ao contrário, quando os riscos são maiores que os da própria doença, a cirurgia não possui indicação.

Além disso, com o avanço de procedimentos por mini-incisão ou mesmo endovasculares, a percepção geral é de que, quanto menor a incisão, menor o risco. Isso nem sempre é verdadeiro. Cada abordagem deve ser analisada de acordo com cada caso. Por vezes, mesmo com maior incisão, a cirurgia cardíaca convencional é o tratamento de escolha. Em outros casos, a mini-incisão pode ser utilizada com segurança. Assim, é fundamental avaliar cada paciente de forma individualizada.

Cada paciente é único. Por isso, avaliar a doença que ele apresenta e seu estado geral são os meios mais seguros de quantificar os riscos da cirurgia cardíaca.

Leia mais sobre os riscos da cirurgia cardíaca no post: Riscos de Infecção na Cirurgia Cardíaca.

CTA-cirurgia-cardiaca-orientacoes-aos-pacientes