por Equipe Seu Cardio | Blog, cuidados, Fatores de Risco e Prevenção, Insuficiência Cardíaca, Válvulas
Para falarmos de insuficiência valvar, precisamos entender que as válvulas cardíacas funcionam como quatro portas. Localizadas entre as quatro câmaras do coração, elas devem permitir a passagem do sangue apenas no sentido correto da circulação – e se fechar para eventuais refluxos.
“A insuficiência valvar acontece quando uma das quatro válvulas do coração torna-se incompetente na sua função de fechar, permitindo o refluxo de sangue. Esse refluxo, com o passar do tempo, pode levar à falência de bomba do coração” – Dr. Sergio Lima de Almeida, Cirurgião Cardiovascular em Florianópolis/SC (CRM 4370 / RQE 5893).
Efeitos Degenerativos
Caso não seja tratada, a insuficiência valvar tende a tornar-se cada vez mais grave. O problema, originado e, até certo ponto, localizado nas válvulas, pode ter impacto direto sobre a bomba cardíaca como um todo.
“A insuficiência valvar provoca uma perda gradual na força contrátil do coração. Isso faz com que a quantidade de sangue ejetado pelo órgão a cada batimento (fração de ejeção) seja cada vez menor, levando a um quadro clínico chamado de insuficiência cardíaca” – Dr. Sergio Lima de Almeida, Cirurgião Cardiovascular em Florianópolis/SC (CRM 4370 / RQE 5893).
A insuficiência valvar pode provocar sintomas diversos, que variam de acordo com a válvula afetada. A manifestação mais comum da doença, no entanto, é o cansaço excessivo e a falta de ar.
Tratamento da Insuficiência Valvar
Os tratamentos para a insuficiência valvar podem envolver o reparo cirúrgico da válvula (plastia valvar) ou a substituição dessa estrutura por uma prótese valvar mecânica ou biológica – a exemplo das novas próteses com Tecnologia Resilia.
“Além de estarem posicionadas em regiões diferentes dentro do coração, as válvulas cardíacas possuem características particulares que exigem abordagens próprias” – Dr. Sergio Lima de Almeida, Cirurgião Cardiovascular em Florianópolis/SC (CRM 4370 / RQE 5893).
Válvula Mitral (localizada entre o átrio e o ventrículo esquerdos):
Hoje, existe uma grande variedade de técnicas que fazem com que o reparo cirúrgico, plastia da valva mitral, seja considerado o padrão ouro nos casos de insuficiência valvar mitral degenerativa – que cursa com insuficiência severa da valva mitral.
Válvula Aórtica (localizada entre o ventrículo esquerdo e a artéria aorta):
Apesar do contínuo desenvolvimento e da crescente popularidade, a plastia da válvula aórtica ainda se reserva a casos selecionados. Por isso, em geral, o tratamento mais indicado costuma ser a substituição da válvula original por uma prótese valvar mecânica ou biológica.
Válvula Tricúspide (localizada entre o átrio e ventrículo direito):
A disfunção da válvula tricúspide costuma estar relacionada à insuficiência decorrente da dilatação do coração. No geral, pacientes que apresentam doença valvar no lado esquerdo do coração (mitral ou aórtica) tendem a apresentar insuficiência valvar também no lado direito, na válvula tricúspide.
“A plastia da válvula tricúspide vem mostrando resultados muito bons a curto, médio e longo prazos. É cada vez mais comum a associação do tratamento das válvulas do lado esquerdo do coração (mitral e aórtica) à plastia da válvula tricúspide” – Dr. Sergio Lima de Almeida, Cirurgião Cardiovascular em Florianópolis/SC (CRM 4370 / RQE 5893).
Válvula pulmonar (localizada entre o ventrículo direito e a artéria pulmonar):
Trata-se de um tipo raro de insuficiência valvar, geralmente relacionado às cardiopatias congênitas. O tratamento costuma ser realizado ainda na infância.
Próteses Valvares Cardíacas
Dependendo das causas que levam à doença, a insuficiência valvar não pode ser tratada com a plastia das válvulas cardíacas. Esse, por exemplo, costuma ser o caso da doença reumática, que provoca uma retração muito grande das válvulas, impossibilitando a plastia. Nesses casos, a alternativa passa a ser o implante valvar, seja de próteses biológicas como de próteses mecânicas.
“A decisão sobre qual modelo de prótese deverá ser implantada leva em consideração a idade do paciente. Isso porque as próteses biológicas têm durabilidade menor em pacientes mais jovens. Outro ponto observado é a aceitação do paciente em tomar ou não a medicação anticoagulante oral – e da realização dos exames para controle de TAP – uma vez que essa é uma exigência para o implante das próteses mecânicas” – Dr. Sergio Lima de Almeida, Cirurgião Cardiovascular em Florianópolis/SC (CRM 4370 / RQE 5893).
Fique atento à insuficiência valvar. Converse com o seu cardiologista sobre o essa doença e informe-se sobre as possibilidades de tratamento. É importante que você entenda os prós e contras de cada conduta e avalie a melhor opção para você.

por Equipe Seu Cardio | Blog, cuidados, Fatores de Risco e Prevenção
Sempre que o sangue humano entra em contato com materiais ou superfícies diferentes da parede interna dos vasos sanguíneos, ele tende a coagular. O tecido sanguíneo, que antes era líquido, passa a assumir uma consistência gelatinosa. O que pode provocar obstruções graves nos vasos, levando a quadros como as Embolias e os Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC).
“Isso pode acontecer, por exemplo, em pacientes com problemas nas válvulas cardíacas. As insuficiências, estenoses e endocardites podem fazer com que o implante de uma prótese mecânica seja necessário. Essas, por sua vez, tendem a estimular a produção de coágulos. E é por isso que o uso de medicação anticoagulante é obrigatório nessas situações” – Dr. Guilherme Genovez, Médico Hematologista (CRM 3798 / RQE 8599).
Existem também os casos de pessoas com tendência genética para a formação de trombos e que adquirem essa condição ao longo da vida. Muitas vezes, o medicamento anticoagulante é prescrito como forma de tratamento e/ou prevenção.
Abaixo, o Dr. Guilherme Genovez (CRM 3798 / RQE 8599), Médico Hematologista e Diretor do Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina – HEMOSC – explica como são feitos e qual a importância dos exames para o controle da coagulação sanguínea em pacientes que fazem uso de medicação anticoagulante.
Prescrição
Existe hoje uma grande variedade de medicamentos anticoagulantes no mercado. Como principais, podemos citar as Heparinas, os novos anticoagulantes DOACs (Dabigatrana, Rivaroxabana, etc) e os cumarínicos (anti-vitamina k), como a Varfarina.
Cada medicamento possui uma recomendação própria. A prescrição deles deve ser feita apenas pelo médico responsável, de acordo com o problema de saúde do paciente.
“De acordo com a avaliação médica, os DOACs podem ser prescritos em situações como as Embolias Pulmonares, por exemplo. Uma das vantagens é que eles dispensam a realização de exames de coagulação sanguínea” – Dr. Guilherme Genovez, Médico Hematologista (CRM 3798 / RQE 8599).
No entanto, os DOACs não podem ser utilizados por pacientes com prótese valvar. Nestes casos, os medicamentos cumarínicos como a Varfarina são obrigatórios e exigem o controle periódico da coagulação sanguínea, chamado de Tempo de Ativação de Protrombina – TAP. Nele, os médicos irão avaliar o RNI – Relação Normatizada Internacional – do paciente.
RNI – Relação Normatizada Internacional
O primeiro ponto de devemos observar quanto ao uso de medicação anticoagulante como a Varfarina é que todo paciente possui características próprias, que precisam ser avaliadas e respeitadas. Uma dose benéfica para uma pessoa pode gerar grandes problemas para outra.
“Alguns pacientes devem ser submetidos a apenas 2,5mg de Varfarina a cada dois dias. Outros, necessitam de 15mg. A dose varia de paciente para paciente. E o índice que determina isso é o RNI – a Relação Normatizada Internacional” – Dr. Guilherme Genovez, Médico Hematologista (CRM 3798 / RQE 8599).
Além disso, as diferentes doenças exigem cuidados diferenciados. Assim, encontrar a dose ideal da medicação anticoagulante nem sempre é uma tarefa fácil.
“Doses baixas de medicação anticoagulante podem expor os pacientes ao risco de formação de coágulos. Já as doses muito elevadas aumentam os riscos de problemas como as hemorragias. Por isso o RNI é tão importante” – Dr. Guilherme Genovez, Médico Hematologista (CRM 3798 / RQE 8599).
Como é avaliado o RNI?
Para identificar qual a dose adequada de medicação anticoagulante para cada pessoa, são coletadas pequenas amostras de sangue. Nele, são adicionadas substâncias de origem animal ou humana que induzem a coagulação sanguínea.
Assim, os profissionais podem avaliar quanto tempo a mais o sangue do paciente leva para se coagular de acordo com a dose estabelecida do anticoagulante – e verificar se o paciente está ou não dentro da faixa terapêutica e de segurança.
“O grande problema tempos atrás é que cada substância reativa induzia a resultados específicos. O RNI é uma forma de padronizar esses resultados. Faz com que, independente da substância utilizada pelo laboratório, os resultados sejam padronizados e seguros” – Dr. Guilherme Genovez. Médico Hematologista (CRM 3798 / RQE 8599).
De forma geral, as faixas terapêuticas de RNI dos pacientes variam com o modelo da válvula utilizada:
- Válvulas modernas: RNI 2 a 3.
- Válvulas antigas: RNI 2,5 a 3,5.
- Válvulas muito antigas (década de 60): RNI 3 a 4, dependendo da tecnologia usada.
Até mesmo o posicionamento da prótese pode interferir no RNI ideal. Geralmente, as próteses na posição mitral exigem um índice de RNI levemente maior do que as próteses na posição aórtica.
Periodicidade
Os pacientes com próteses valvares mecânicas devem realizar os exames para controle da coagulação por toda vida. Já os pacientes com próteses biológicas apenas nos três primeiros meses.
“Nos primeiros três meses, tanto os pacientes com próteses biológicas quanto mecânicas devem fazer um controle semanal da coagulação sanguínea” – Dr. Guilherme Genovez, Médico Hematologista (CRM 3798 / RQE 8599).
- No período inicial, uma vez que o indivíduo apresente resultados estáveis em 3 exames consecutivos, a dose do medicamento anticoagulante é definida.
- Após os 3 primeiros meses, o exame de coagulação passa a ser trimestral (dependendo da orientação do médico responsável).
Sobre o autor: Dr. Guilherme Genovez (CRM 3798 / RQE 8599), é médico Hematologista e Diretor do Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina – HEMOSC. Formado em medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e com especialização em hematologia e hemoterapia, possui extenso currículo com contribuições à saúde pública catarinense, atuando por 13 anos como médico intensivista do Hospital Regional de São José. Em 2008, esteve à frente da Coordenadoria da Política Nacional de Sangue e Hemoderivados (CGSH/DAE/SAS) do Ministério da Saúde, em Brasília, onde ficou até 2014.

por Equipe Seu Cardio | Blog, Coronária, Fatores de Risco e Prevenção
De acordo com a última pesquisa VIGITEL, divulgada em 2018, 18,9% dos brasileiros são obesos. Já o sobrepeso, marcado por índices de massa corporal entre 25 Kg/m2 e 30Kg/m2 , afeta mais de metade da população (54%). Esses índices, por si só, já chamam a atenção. Se considerarmos a relação entre obesidade e doenças do coração, os números alertam para a necessidade de ações que revertam esse quadro.
Graus de Obesidade
A obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura no corpo. Para ser considerado obeso, o indivíduo precisa ter uma relação entre peso e altura (índice de massa corporal) maior do que 30 Kg/m2.
Ainda assim, existem três graus de obesidade, que variam conforme o índice de massa corporal de cada pessoa:
- Obesidade de Grau 1: índice de massa corporal superior a 30 Kg/m2
- Obesidade de Grau 2: índice de massa corporal superior a 35 Kg/m2
- Obesidade de Grau 3, também conhecida como obesidade mórbida: índice de massa corporal superior a 40 Kg/m2
“Tanto a obesidade quanto o sobrepeso possuem componentes genéticos importantes. Além disso, sofrem grande influência do estilo de vida das pessoas. O estresse, a ansiedade, o sedentarismo e a alimentação inadequada podem levar a esse problema e potencializá-lo”. – Dr. Paulo Roberto de Miranda Gomes Junior, Médico Cirurgião Bariátrico (CRM 9547 / RQE 7019).
Em nosso organismo, o acúmulo de células de gordura estimulam diversas reações negativas para a saúde. Este conjunto de fatores, conhecido como síndrome metabólica, pode ter efeitos diretos sobre o coração. A seguir, explicamos melhor a relação entre obesidade e doenças do coração.
Síndrome Metabólica
A síndrome metabólica é constituída por uma série de problemas interdependentes, que provocam e são provocados juntos, ao mesmo tempo, pelo acúmulo de gordura, pelo diabetes, hipertensão e pelos altos níveis de colesterol no sangue. Trata-se de um ciclo de grandes sofrimentos que, além do componente genético, tem relação direta com hábitos de vida do paciente, como a alimentação e o sedentarismo.
Relação com Alimentos Industrializados
De forma geral, a base alimentar da população passou a ser constituída por alimentos industrializados, com alto teor de açúcares e farinhas brancas. Estes produtos, no entanto, possuem baixo teor de fibras, vitaminas e minerais. Essa característica deixa a sua digestão mais rápida e muito mais fácil.
Os produtos industrializados costumam ser digeridos logo no início do tubo intestinal, em seus 10% iniciais. O problema é que essa região é responsável por estimular o pâncreas a liberar insulina, hormônio responsável por transportar o açúcar para as células, para que seja transformado em energia. Assim, uma vez que a absorção dos alimentos industrializados acontece justamente na porção do intestino que mais estimula a insulina, mais açúcares são levados às células.
Insulina e Fome
No geral, os carboidratos refinados – e a consequente elevação da insulina causada pela ingestão deles – provocam uma grande necessidade de comer mais.
“São os hormônios liberados pelas demais porções do intestino que deveriam controlar esse mecanismo e regular a quantidade de insulina no corpo. Mas, como os alimentos a base de açúcares e farinhas brancas não chegam em grandes quantidades até essas regiões, o órgão não é estimulado como deveria, e a sensação de fome continua”. – Dr. Paulo Roberto de Miranda Gomes Junior (CRM 9547 / RQE 7019).
Assim, com mais insulina livre no organismo, a tendência é que a pessoa passe a comer mais. Em um quadro de falta de exercícios físicos (sedentarismo), o acúmulo de gordura é inevitável.
Resistência à Insulina
O tecido adiposo acumulado também causa danos à saúde. Provoca uma série de alterações moleculares importantes que prejudicam a absorção da glicose pelas células. Dessa forma, acaba causando e agravando a resistência à insulina.
Para compensar essa falha, o pâncreas é superestimulado. No entanto, chega um momento em que o órgão não consegue mais produzir insulina suficiente. Dessa forma, além de sofrer com sobrepeso/obesidade, os níveis de açúcar no sangue do paciente também sobem. É assim que o Diabetes Tipo 2 se estabelece.
Processo Inflamatório
O acúmulo de açúcares no sangue é altamente prejudicial à saúde. Ele provoca o aumento do número de radicais livres, que passam a atacar as células em maior número do que o organismo consegue controlar.
Esse processo inflamatório constante leva à oxidação excessiva de vários órgãos, principalmente dos vasos sanguíneos. Lesões renais, oculares e insuficiências circulatória são algumas das consequências.
“Além disso, o excesso de açúcar no sangue tende a ser convertido em triglicerídeos e provocar o acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática) e entre os demais órgãos (gordura visceral), o que gera ainda mais inflamação”. – Dr. Paulo Roberto de Miranda Gomes Junior (CRM 9547 / RQE 7019).
A arteriosclerose, fator de risco importante para infarto e AVC (acidente vascular cerebral), passa a ser uma realidade bastante perigosa. O mesmo acontece com uma série de outras doenças. Assim, a relação entre obesidade e doenças do coração é bastante estreita.
Obesidade e Doenças do Coração
A obesidade e o sobrepeso geram uma carga extra para o coração, que precisará trabalhar de forma mais intensa para enviar sangue para todo o corpo. De início, o organismo pode se adaptar. No entanto, com o tempo, a musculatura cardíaca tende a enfraquecer. Assim, o quadro pode levar à insuficiência cardíaca.
Outro aspecto da relação entre a obesidade e doenças do coração é a hipertensão. O excesso de peso provoca o aumento da tensão nas paredes das artérias. Esse processo, por si só, tende a gerar lesões ao tecido dos vasos sanguíneos. Além disso, algumas substâncias liberadas pelo próprio tecido adiposo também podem causar inflamação das artérias e potencializar as lesões já existentes.
“Isso é muito importante, pois as complicações são muito graves. As lesões nas artérias podem acarretar em um infarto do coração ou em um acidente vascular cerebral (AVC)”. – Dr. Paulo Roberto de Miranda Gomes Junior (CRM 9547 / RQE 7019).
Obesidade e Tratamento
O tratamento da obesidade passa, necessariamente, pela mudança do estilo de vida. Alimentação, atividade física e suporte psicológico fazem parte do processo. Se considerarmos que a relação entre obesidade e doenças do coração, além de outras, é estreita, o esforço para tratar a obesidade vale à pena.
Porém, há pacientes que encontram maior dificuldade para emagrecer. São casos em que as mudanças no estilo de vida não foram bem sucedidas, apesar das tentativas por mais de dois anos. Esses pacientes contam com o recurso da cirurgia bariátrica.
Nesses casos, não basta apenas a vontade de realizar a cirurgia. É necessária uma avaliação multidisciplinar, que envolve o cirurgião bariátrico e profissionais que poderão atestar a indicação do procedimento.
“As cirurgias bariátricas e metabólicas, que criam um bypass para o bolo alimentar, evitam a passagem da comida pelo início do intestino, reduzem a liberação de insulina e estimulam as demais porções do órgão para a produção de outros hormônios que auxiliam no controle da fome. Estes procedimentos, juntamente com a adoção de um estilo de vida mais saudável, contribuem significativamente para o controle da obesidade e dos fatores de risco para doenças cardíacas”. – Dr. Paulo Roberto de Miranda Gomes Junior (CRM 9547 / RQE 7019).
Obesidade e doenças do coração andam juntas. A relação entre elas torna-se mais próxima na medida em que a idade avança. Por isso, buscar orientação e suporte profissional é fundamental para a qualidade de vida e para uma vida mais longa.
Sobre o autor: Dr. Paulo Roberto de Miranda Gomes Junior (CRM 9547 / RQE 7019) é médico especialista em Cirurgia Bariátrica. É graduado na primeira turma reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina na área, em 2017 e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. Atua na Clínica Bariátrica Florianópolis e no Hospital SOS Cárdio, como cirurgião bariátrico, em Florianópolis/SC.

por Equipe Seu Cardio | Blog, Cirurgia Cardíaca, cuidados, Fatores de Risco e Prevenção, Marcapasso e outros dispositivos, Válvulas
As bactérias e os fungos estão presentes em qualquer lugar do nosso planeta. A superfície da nossa pele e as mucosas não são exceção. Algumas vezes, quando alguns tipos específicos de microrganismos entram em nossa corrente sanguínea, podem ser levados até ao coração, lá se fixar e começar a se reproduzir. Assim, geram uma doença chamada de endocardite.
“A endocardite acontece quando os microrganismos entram na nossa corrente sanguínea e se instalam no nosso coração, trazendo uma série de prejuízos. Trata-se de uma das poucas infecções que, se não forem tratadas, são 100% fatais.” – Dr. Rodrigo Carlo Saorin, Médico Cardiologista (CRM 8835 / RQE 8508).
Abaixo, o cardiologista Rodrigo Carlo Saorin (CRM 8835 / RQE 8508), do Hospital SOS Cárdio, explica o que é a endocardite e a importância da profilaxia para os pacientes que apresentam riscos de desenvolverem essa doença.
Como acontece a endocardite?
A endocardite é uma doença grave. Para que ela venha a acontecer é preciso a associação de vários elementos ao mesmo tempo.
As bactérias e os fungos estão continuamente em contato com diversos tecidos humanos. Algumas vezes, as nossas defesas naturais falham ou somos expostos a uma quantidade muito grande deles. Assim, eles acabam invadindo a nossa corrente sanguínea. Quando isso acontece com alguns tipos específicos de microrganismos, em pessoas que já possuam alguma predisposição, como alterações nas valvas do coração, por exemplo, esses microorganismos podem se fixar neste local e começar a se reproduzir. Ocorre, assim, a endocardite.
Então, para que a endocardite ocorra, é necessário:
- O contato do sangue com determinados tipos de bactérias ou fungos e em uma quantidade suficiente;
- Lesões preexistentes nas valvas cardíacas ou presença de materiais sintéticos no coração (próteses valvares);
Os Riscos da Endocardite
Uma vez instaladas nas valvas do coração (sejam elas naturais ou próteses), as bactérias formam uma espécie de tecido, com múltiplas camadas. O crescimento desse tecido pode causar deformações progressivas, provocando a perda da função original da válvula cardíaca, atrapalhando o funcionamento do coração.
Além disso, em certos casos, uma parte da colônia de bactérias pode se desprender da região onde está fixada e circular junto ao sangue por todo corpo. À medida em que os vasos sanguíneos vão ficando menores, este aglomerado de células, bactérias e coágulos acaba impedindo a passagem do sangue. Dessa forma, acaba provocando a morte dos tecidos desta região por falta de oxigênio e nutrientes. Como este material é rico em bactérias, muitas vezes esta necrose pode estar associada com a formação de abcessos. Este fenômeno pode ocorrer em qualquer região do corpo, sendo muitas vezes encontrado nas extremidades dos dedos das mãos e dos pés.
Sintomas da Endocardite
Esta doença costuma ser insidiosa e de diagnóstico complexo. Os sinais e sintomas da endocardite podem aparecer aos poucos e serem confundidos com outras doenças. Entre eles, podemos citar:
- Febre noturna persistente;
- Emagrecimento;
- Cansaço e falta de ar aos pequenos esforços;
- Manchas nos olhos e na ponta dos dedos;
- Novo sopro presente no coração.
Além disso, a Endocardite pode ter como primeira manifestação uma lesão de algum órgão distante, como:
Algumas pessoas são particularmente mais suscetíveis ao desenvolvimento de endocardite. Entre elas, pessoas que possuam qualquer doença que produza disfunção das valvas cardíacas, como: estenose ou insuficiência, ou alguma deformação ou turbilhonamento excessivo do sangue nestes locais, como febre reumática, doenças congênitas do coração, próteses cardíacas, marcapasso, calcificação, etc. São também mais suscetíveis pessoas que são expostas continuamente a uma alta carga de bactérias na corrente sanguínea. São casos como: viciados em drogas injetáveis, imunodeprimidas, alguns tipos de tumores de intestino, má higiene bucal, procedimentos invasivos contaminados, dentre outros.
Diagnóstico
O diagnóstico da endocardite costuma ser realizado através da correlação dos sinais, sintomas e exames clínicos. Entre os exames, colaboram com o diagnóstico os achados no Ecocardiograma e na Hemocultura. Este último é o exame que mostra o crescimento da bactéria no sangue.
“Algumas vezes, o uso indiscriminado de antibióticos sem um diagnóstico adequado pode atrapalhar, atrasar o tratamento e induzir a um diagnóstico equivocado. No caso de uma endocardite, isso pode ser fatal.” – Dr. Rodrigo Carlo Saorin, Médico Cardiologista (CRM 8835 / RQE 8508).
Tratamento da Endocardite
O paciente diagnosticado com endocardite deverá ser submetido a um período de internação hospitalar relativamente longo, que costuma durar várias semanas. Os cuidados médicos envolvem a administração de medicamentos antibióticos específicos e, em alguns casos, procedimentos cirúrgicos.
O tratamento com antibióticos visa eliminar a infecção bacteriana. Já a cirurgia é indicada para pacientes que tiveram suas válvulas naturais ou próteses valvares comprometidas pelo crescimento dos microorganismos. Nesses casos, a válvula natural ou prótese valvar deve ser substituída. Quando aparelhos de marcapasso são contaminados pela endocardite, eles também precisam ser trocados.
“O tratamento com antibióticos específicos é muito importante. A cirurgia só pode ser indicada quando os exames mostrarem que as bactérias foram eliminadas completamente do organismo.” – Dr. Rodrigo Carlo Saorin, Médico Cardiologista (CRM 8835 / RQE 8508).
Profilaxia
Pessoas que possuam fatores de risco para o desenvolvimento de endocardite precisam ser identificadas e receber a profilaxia adequada.
“A profilaxia consiste na administração preventiva de antibióticos antes de alguns procedimentos que possam provocar uma exposição do sangue a uma grande quantidade de bactérias.” – Dr. Rodrigo Carlo Saorin, Médico Cardiologista (CRM 8835 / RQE 8508).
Converse com o seu cardiologista para saber se você faz parte de algum grupo de risco para a endocardite. O médico também poderá lhe orientar sobre os cuidados que você precisa tomar para evitar esta doença tão perigosa.
Colaborou nesta matéria: Dr. Rodrigo Carlo Saorin (CRM 8835 / RQE 8508), Médico Cardiologista e Intensivista do Hospital SOS Cárdio, Florianópolis/SC.

por Equipe Seu Cardio | Blog, Fatores de Risco e Prevenção, Fatos e Mitos
A ocorrência de morte súbita é uma realidade no esporte. No entanto, não é a prática de exercícios físicos que leva os atletas ao óbito, mas sim a ausência de exames preliminares, que poderiam diagnosticar e prevenir doenças genéticas graves. São elas que tendem a provocar as arritmias cardíacas e a causar a morte súbita – especialmente entre os mais jovens.
Abaixo, o Dr. André Pacheco Silva (CRM/SC 15555, RQE 13140), Médico Cardiologista e Arritmologista Clínico do Hospital SOS Cárdio, em Florianópolis/SC, fala da relação do exercício físico com as arritmias cardíacas. Na entrevista, você vai entender como esses problemas acontecem e o que podemos fazer para nos proteger.
Quais os benefícios da atividade física?
Dr. André: O exercício físico já está consagrado na medicina. Ele promove benefícios enormes não só para a saúde do coração, mas para o corpo todo. Hoje, sabemos que o exercício físico auxilia na prevenção de doenças graves, como a demência e até alguns tipos de câncer.
No geral, quanto maior o nível de atividade física, maiores os benefícios para a saúde. No entanto, você não precisa ser atleta. A prática de exercícios físicos, em qualquer nível, ajuda a prevenir infartos do coração e acidentes vasculares cerebrais (AVC). A Organização Mundial da Saúde (OMS), por exemplo, preconiza que com 150 minutos de por semana, já é possível ter benefícios consideráveis.
Qual tipo de exercício é o mais indicado?
Dr. André: Tanto as atividades aeróbias, como correr e pedalar, ou de força, como a musculação, trazem benefícios para o organismo. No geral, exercícios aeróbicos estão relacionados a um maior gasto de calorias e ganhos nos parâmetros cardiovasculares e metabólicos (perda de peso, controle do colesterol e da glicose no sangue). Os exercícios de força também possuem efeitos sobre a circulação sanguínea e sobre o metabolismo, mas destacam-se por preservar e fortalecer a integridade muscular e óssea.
É preciso fazer algum tipo de avaliação antes de praticar exercícios intensos?
Dr. André: Sim. Apesar de todos os benefícios, o exercício físico intenso pode ser bastante perigoso para as pessoas que apresentam determinados problemas cardíacos, como algumas arritmias cardíacas. É preciso lembrar que sempre que realizamos um exercício, o nosso corpo sofre um estresse. Esse estresse, em determinadas situações, pode descompensar algum problema silencioso, que o indivíduo – especialmente os mais jovens – podem não saber que têm. Muitos atletas já sofreram morte súbita dessa maneira, por não saberem que possuíam determinada doença.
Por isso, antes de praticar ou começar a treinar alguma atividade competitiva ou que leve o seu corpo ao limite, é importante consultar o médico cardiologista. A avaliação cardiológica completa é indicada.
Quais os problemas mais comuns que levam à morte súbita?
Dr. André: A morte súbita pode ser desencadeada pelo exercício físico durante a atividade em si ou em até 24 horas depois dela. Em pessoas com menos de 35 anos, a morte súbita costuma estar relacionada à Cardiomiopatia Hipertrófica, uma característica genética que faz com que o músculo cardíaco seja mais espesso (hipertrofiado) do que o normal.
Durante o exercício intenso, com a sobrecarga do coração, esse espessamento do músculo cardíaco pode provocar arritmias cardíacas malignas, como as taquicardias ventriculares e fibrilação ventricular. O risco de morte súbita é real.
A Cardiomiopatia Hipertrófica pode ser silenciosa e não apresentar sintoma algum. No entanto, ela é uma doença de fácil rastreio, que pode apresentar sinais claros no eletrocardiograma. Por isso, tão importante a avaliação cardiológica pré-atividade física.
Em pessoas com mais de 35 anos, a morte súbita está mais relacionada ao infarto do coração. Esse problema é provocado pela inflamação e obstrução das artérias coronárias, que levam sangue para o próprio músculo cardíaco. O infarto, quando não fatal, costuma deixar cicatrizes no coração, que também podem desencadear arritmias cardíacas graves a longo prazo.
Quais os outros problemas relacionados às arritmias cardíacas?
Dr. André: Outra causa de morte súbita relatada em atletas é uma doença chamada Displasia Arritmogênica do Ventrículo Direito. Essa é uma doença hereditária e muito prevalente entre a população de origem italiana.
De forma resumida, essa doença provoca uma substituição do músculo do coração normal por tecido de fibrose e gordura, predominantemente no ventrículo direito. O grande problema é que essas novas áreas, formadas por células mortas de fibrose e tecido gorduroso, possuem comportamento elétrico diferente das células antigas. A eletricidade que faz o coração bater passa por essas novas estruturas com velocidade e forma diferentes do normal. Durante o exercício físico, quando a atividade elétrica do coração é naturalmente intensa, esse fato pode desencadear arritmias cardíacas graves e morte súbita.
Outras doenças genéticas, como as Canalopatias Cardíacas ou alterações no posicionamento das artérias coronárias, também podem provocar morte súbita, especialmente durante o exercício físico.
O que o doutor aconselharia para quem deseja praticar exercícios físicos?
Dr. André: As arritmias cardíacas são muito diversas. Na maior parte das vezes, o exercício físico moderado é benéfico para os pacientes que possuem arritmias, como as extra-sístoles e a fibrilação atrial, ajudando a suprimi-las. No entanto, caso a arritmia seja provocada por algum problema estrutural do coração, por alguma outra doença, o problema pode ser mais grave e o exercício físico pode ser desaconselhado, por conta do risco de morte súbita.
Por isso, antes de fazer alguma atividade física intensa, é importante realizar a avaliação cardiológica. Assim, é possível identificar possíveis alterações e desfrutar de todos os benefícios do exercício físico com segurança, inclusive na reabilitação após uma cirurgia cardíaca.
Sobre o Autor: Dr. André Pacheco Silva (CRM/SC 15555, RQE 13140), formou-se em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Realizou a residência médica em Clínica Médica no hospital da mesma universidade. É especialista em Cardiologia e Arritmologia Clínica pelo Instituto do Coração da Universidade de São Paulo (Incor-USP). É membro da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC) e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). É médico Cardiologista e Arritmologista Clínico do Hospital SOS Cárdio, em Florianópolis/SC.

por Equipe Seu Cardio | Aorta, Blog, Cirurgia Cardíaca, Cirurgia em Idoso, Congênito, Coronária, Fatores de Risco e Prevenção, Insuficiência Cardíaca, Marcapasso e outros dispositivos, Válvulas
Diversos fatores podem levar uma pessoa a desenvolver doenças do coração – sejam elas nas válvulas, no músculo cardíaco, no circuito elétrico do órgão ou nos vasos sanguíneos adjacentes. Entre os principais fatores de risco para doenças cardíacas, estão o histórico familiar, a idade e os aspectos relacionados com o nosso estilo de vida.
“A idade é um fator inexorável. A medida que envelhecemos, vários processos degenerativos se manifestam, como o acúmulo de cálcio nas válvulas cardíacas que leva a doenças como a estenose aórtica”, que é cada vez mais prevalente com o aumento da expectativa de vida da população. Dr. Jamil Cherem Schneider (CRM-SC 3151 / RQE 2874), Cardiologista.
Já as pessoas sedentárias, que fumam e se alimentam de forma inadequada, desencadeiam em seu organismo uma série de reações inflamatórias. Isso pode fazer com que, mesmo jovens ou sem histórico familiar, estas pessoas adquiram fatores de risco para problemas do coração. Entre os mais comuns estão:
“Estes fatores de risco adquiridos estão intimamente relacionados com a ocorrência de vários problemas como os Infartos do Coração, Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC), Aneurismas da Aorta Abdominal e obstruções das artérias das pernas, por exemplo. Mesmo as pessoas sem histórico na família podem ter essas doenças” Dr. Jamil Cherem Schneider (CRM-SC 3151 / RQE 2874), Cardiologista.
Já as pessoas com histórico familiar de problemas cardiovasculares são ainda mais predispostas e precisam ter cuidados redobrados – inclusive na infância. É o que veremos a seguir.
Histórico Familiar
O fator genético pode contribuir significativamente para a ocorrência de problemas do coração. Em decorrência deste fato, mesmo as pessoas que se exercitam, se alimentam bem e não possuem vícios como o tabagismo, podem apresentar naturalmente risco elevado para hipertensão, diabetes e colesterol alto.
“Muitos destes indivíduos com histórico familiar para doenças do coração terão a manifestação de doença cardiovascular em idades mais precoces. Isso contribui para uma maior mortalidade e diminuição da capacidade laboral em fases mais precoces da vida” – Dr. Jamil Cherem Schneider (CRM-SC 3151 / RQE 2874), Cardiologista.
Por isso, mesmo que não tenha sintomas, consultar um médico cardiologista é fundamental. Assim, é possível conhecer o seu perfil e os riscos de desenvolver algum problema do coração. Conhecer os riscos é essencial para adotar as devidas medidas de prevenção o quanto antes.
Grau de Parentesco
De forma geral, para compreendermos os riscos do histórico familiar, é importante ter em mente o grau de parentesco dos familiares que tiveram manifestações de doença cardiovascular, tal como o infarto do miocárdio, e a idade com que eles adoeceram.
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Histórico de Doenças do Coração em Pais e Filhos:
Pais e filhos são considerados parentes de primeiro grau. Caso o pai ou a mãe tenha algum problema do coração, as chances dos filhos nascerem com essa característica é bastante alta. Se a disfunção estiver presente nos dois lados da família, as chances são ainda maiores.
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Histórico de Doenças do Coração em Avós e Irmãos:
Avós e irmãos são considerados parentes de segundo grau. Nesses casos, as chances de herdar uma característica genética é menor, mas ainda muito presente. Se você possui avós com histórico de doença cardíaca precoce ou irmãos diagnosticados precocemente, a atenção precisa ser redobrada.
Idade da Manifestação do Problema Cardíaco
Como vimos, o processo de envelhecimento pode levar à problemas do coração. Isso pode ser algo natural e não estar necessariamente ligado à fatores genéticos. Contudo, se os seus parentes adoecem cedo, isso pode indicar um forte traço genético.
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Familiares com Doença Cardíaca aos 55 / 65 anos:
Caso o pai do paciente tenha sofrido com problemas do coração antes dos 55 anos de idade, ou a mãe tenha sofrido antes dos 65 anos, as chances de que a família possui um histórico familiar forte são bastante altas. Esse critério de idade vale também para irmãos, tios e avós. Pacientes que possuem familiares nestas condições devem procurar o médico cardiologista o quanto antes para avaliação.
Histórico Familiar de Doenças do Coração e Prevenção
Conhecer o histórico familiar é importante não só para cuidar da própria saúde, mas também da saúde dos filhos. Uma vez que o histórico familiar de doenças do coração é reconhecido, a prevenção contra os fatores de risco pode ser adotada já na infância.
“Os traços genéticos podem fazer com que a hipertensão, o diabetes e o colesterol alto se manifestem desde cedo, ainda na fase infantil. Quanto antes a prevenção for iniciada, com a realização de exames e a adoção de hábitos saudáveis, maiores as chances de uma vida longa e feliz.” – Dr. Jamil Cherem Schneider (CRM-SC 3151 / RQE 2874), Cardiologista.
A medicina ainda não conhece todos os fatores envolvidos no surgimento das doenças do coração. Mesmo as pessoas que não possuem histórico familiar podem nascer com traços genéticos que levam ao problema.
Por isso, indivíduos aparentemente saudáveis, sem histórico familiar, também devem procurar o médico cardiologista para uma avaliação. Já as pessoas com histórico familiar devem procurar o médico ainda mais cedo.
Os pais que identificam esse tipo de problema na família também podem procurar o cardiologista com os filhos ainda pequenos. A medida é importante para a adoção de ações preventivas que auxiliem os jovens a terem uma vida mais saudável.
*Dr. Jamil Cherem Schneider (CRM-SC 3151 / RQE 2874) é Cardiologista Clínico e Professor de Cardiologia da UNISUL. Com mais de 30 anos de atuação em Cardiologia, atua nas clínicas Hemocordis e Prevencordis e no Hospital SOS Cárdio, todos em Florianópolis/SC.
