Dor depois da cirurgia cardíaca

Dor depois da cirurgia cardíaca

As técnicas de incisão, sutura e os medicamentos analgésicos avançaram muito nos últimos anos. Com isso, a dor depois da cirurgia cardíaca já não tem tanto destaque na recuperação dos pacientes como tinha antigamente.

Nesse texto, nós explicaremos a você como a dor é controlada no pós-cirúrgico e por que você não deve ter medo dela.

Cuidados na cirurgia

As cirurgias cardíacas são realizadas com anestesia geral. Assim, o paciente fica totalmente confortável e não sente nenhum tipo de dor durante o procedimento.

Enquanto você dorme, para ter amplo acesso ao coração e poder executar o tratamento necessário, os cirurgiões cardíacos precisam fazer a incisão do osso esterno, localizado na região central do tórax. E, ao contrário do que muitos pensam, essa técnica tende a provocar menos dor depois da cirurgia.

A incisão do osso esterno faz com que a caixa torácica seja aberta no sentido natural das costelas (do centro para fora), causando menos trauma às estruturas da região.

Cirurgias realizadas pela região lateral do tórax, como as pulmonares, costumam exigir o afastamento das costelas no sentido longitudinal. Esse movimento não natural pode provocar maior dor depois da cirurgia.

“A dor no pós-cirúrgico também está muito relacionada à agressão muscular. Quanto mais músculo atingido, maior a dor. No entanto, sobre o osso esterno, quase não há músculo. As inserções das musculaturas peitorais não são feitas exatamente no centro dele” –  Dr. Sergio Lima de Almeida, Cirurgião Cardíaco (CRM 4370 / RQE 5893).

Fixação do osso esterno

Além de quase não atingir músculos, após a cirurgia cardíaca, o osso esterno é firmemente fixado. Isso faz com que a caixa torácica permaneça rígida e que os tecidos moles sobre ela possam realizar os movimentos de inspiração e expiração sem problemas.

Nesse sentido, a cirurgia cardíaca provoca muito menos dor do que as cirurgias abdominais, como as cesarianas ou as cirurgias feitas nos rins. Nelas, uma grande quantidade de músculo é atingida e as incisões não possuem suporte ósseo para permanecerem firmes, trabalhando e provocando sensibilidade a cada movimento da respiração.

Quando posso sentir dor depois da cirurgia?

Geralmente, a intensidade da dor é maior entre as primeiras 48 a 72 horas após o procedimento cirúrgico cardíaco.

Durante todo o período em que estiver internado, o paciente será acompanhado de perto pela equipe médica e de enfermagem, que administrará substâncias analgésicas e antiinflamatórias necessárias para conter ao máximo a dor depois da cirurgia.

No entanto, por mais mais firme que seja fixado, e por melhores que sejam os medicamentos, o osso externo ainda pode sofrer pequenos movimentos caso a caixa torácica seja forçada. Situações como tosse e espirros fortes podem provocar dor depois da cirurgia.

“Tossir é muito importante após a cirurgia, pois evita o acúmulo de secreção dentro dos pulmões. Por isso, quando necessário, os pacientes são orientados a abraçar um travesseiro. Assim, eles realizam uma certa contenção durante a tosse e sentem muito menos dor”  –  Dr. Sergio Lima de Almeida, Cirurgião Cardíaco (CRM 4370 / RQE 5893).

Cirurgia minimamente invasiva

As cirurgias minimamente invasivas têm como objetivo central preservar a anatomia do paciente. Com uma incisão menor, elas oferecem benefícios estéticos no que diz respeito à cicatrizes e uma recuperação mais rápida, menos dolorosa.

“Nas trocas valvares aórticas isoladas, as cirurgias minimamente invasivas são realizadas através de uma incisão de aproximadamente 7 centímetros na região central do tórax. Hoje, utilizamos esta técnica como rotina em todas as trocas valvares aórticas isoladas. Na cirurgia cardíaca convencional, as incisões podem ter até 25 centímetros” –  Dr. Sergio Lima de Almeida, Cirurgião Cardíaco (CRM 4370 / RQE 5893).

Contudo, apesar de reduzirem a dor depois da cirurgia, nem todo procedimento cardíaco pode ser realizado com técnicas minimamente invasivas.

Não tenha medo. Converse com o seu médico sobre a dor depois da cirurgia cardíaca e priorize a sua saúde. A Equipe Seu Cardio está a sua disposição.

 

Aspectos Cirúrgicos da Plastia da Valva Mitral

Aspectos Cirúrgicos da Plastia da Valva Mitral

A grosso modo, a plastia assemelha-se a uma cirurgia plástica da valva mitral. Nela, procura-se conservar ao máximo a estrutura e os tecidos originais da valva, atuando apenas sobre o que for necessário. A evolução das técnicas cirúrgicas e dos materiais utilizados no procedimento (anéis e cordoalhas), fazem da plastia o tratamento de primeira escolha para diversas situações de deterioração e insuficiência da valva mitral. Constitui-se hoje no chamado tratamento ouro para insuficiência mitral degenerativa.

Técnicas de Plastia da Valva Mitral

A degeneração, a retração ou o alongamento dos folhetos, assim como a ruptura ou retração das cordoalhas, podem levar à insuficiência da valva mitral. Pode haver também insuficiência mitral decorrente da disfunção isquêmica dos músculos papilares.

Para cada tipo de alteração existe uma técnica de plastia da valva mitral específica. Dependendo do caso, pode ser necessário fazer a ressecção de parte do folhetos, encurtamento ou alongamento de cordoalhas. A colocação de cordoalhas novas com fios específicos, de alta resistência e durabilidade, também é possível.

Porém, as técnicas de plastia valvar mitral possuem um ponto em comum. Trata-se da colocação de uma anel que se fixa em torno da valva nativa. Este anel contribui para longevidade da plastia e para a eficiência de valva mitral.

Existem vários tipos de anéis, com diferentes conformações anatômicas. Eles costumam ter grande durabilidade e não têm relação com a falência valvar mitral. A falência está associada à progressão da doença reumática ou degenerativa.

Aspectos Cirúrgicos

A plastia do folheto posterior da valva mitral é mais simples de ser realizada. Quando o procedimento envolve o folheto anterior, o desafio é um pouco maior. Nesses casos, normalmente é preciso fazer um implante de cordoalhas.

Hoje, a evolução dos materiais em termos de qualidade e durabilidade faz com que o implante de cordoalhas seja cada vez mais frequente. Em vários serviços do mundo, os médicos já contam com cordoalhas prontas e de diferentes tamanhos.

“Existem medidores específicos para calcular a distância que a cordoalha deve ter para a valva fechar adequadamente. A partir dessa medição, o implante é realizado com maior segurança.” Dr. Sergio Lima de Almeida, Cirurgião Cardiovascular Chefe da Equipe Seu Cardio (CRM-SC 4370 / RQE 5893).

O anel utilizado na plastia da valva mitral respeita a configuração anatômica da valva e do seu anel nativo. Assim, não é plano. Normalmente, possui a configuração tridimensional em cela.

Plastia da Valva Mitral x Prótese

De forma geral, a durabilidade das próteses biológicas em posição mitral costuma ser menor do que na posição aórtica. A anticoagulação da próteses mecânicas em posição mitral oferece mais riscos a longo prazo do que em posição aórtica.

Assim, a plastia da valva mitral é o tratamento de escolha, sempre que possível. Mesmo com ótimos resultados a longo prazo, é importante salientar que a plastia pode não ser um tratamento definitivo. A doença valvar pode continuar a progredir.

No vídeo abaixo, o Dr. Sergio Lima de Almeida, Cirurgião Cardiovascular (CRM-SC 4370 / RQE 5893) e Chefe do Serviço de Cirurgia Cardíaca do Hospital SOS Cárdio, em Florianópolis/SC, fala sobre os principais aspectos da plastia da valva mitral. A aula foi proferida no 8º Congresso do Departamento de Imagem Cardiovascular.

 

Para saber mais sobre cirurgia de valvas cardíacas, próteses mecânicas e biológicas, acesse nosso material gratuito:

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Sintomas de Problemas nas Próteses Valvares

Sintomas de Problemas nas Próteses Valvares

Não é algo comum, mas próteses valvares biológicas e mecânicas podem vir a apresentar problemas e colocar em risco a saúde dos pacientes. Infecções fúngicas e bacterianas, calcificação, formação de trombos e desgaste natural são algumas das causas.

Neste texto, a Dra. Maryha Pires Cassol* (CRM 23616 / RQE 14734) mostra os principais sintomas de problemas nas próteses valvares. Você vai compreender a importância de manter o acompanhamento constante com o médico cardiologista após o implante. Boa leitura!

Tratamento de Doenças Valvares

Geralmente, as doenças valvares são provocadas por problemas que impedem a correta abertura e fechamento da valva cardíaca. Dessa forma, acabam prejudicando toda a circulação sanguínea.

Em casos mais leves, é possível controlar os sintomas com a ajuda de medicamentos. Porém, na maior parte das vezes, o tratamento é cirúrgico. Embora a plastia valvar possa ser uma opção, muitas vezes é necessária a troca da valva nativa por uma prótese.

Tipos de Próteses Valvares Cardíacas

Hoje, existem dois tipos de próteses valvares, com características e indicações diferentes: mecânicas e biológicas.

  • Próteses valvares biológicas: confeccionadas com material de origem animal, oferecem menor risco de formação de trombos (coágulos), que poderiam impedir o seu correto funcionamento ou levar a problemas como a trombose aguda da prótese ou mesmo o Acidente Vascular Cerebral (AVC). No entanto, são menos duráveis e podem vir a calcificar e degenerar depois de longos períodos.
  • Próteses valvares mecânicas: feitas de metal, são mais duradouras que as próteses biológicas – dificilmente degeneram com o tempo. Apesar disso, as próteses valvares mecânicas oferecem um maior risco de formação de trombos. Assim, demandam o uso de medicação anticoagulante e o controle da coagulação sanguínea (exame para controle de TAP) por toda a vida.

A escolha do tipo de prótese valvar deve ser realizada entre médico e paciente e levar em conta vários critérios. Entre eles, são considerados: condição clínica, idade, estilo de vida, capacidade de adesão do paciente ao tratamento, entre outros. Saiba mais aqui sobre as próteses valvares mecânicas e biológicas.

Sintomas de Problemas nas Próteses Valvares

Os sintomas de que o paciente possui algum problema na sua prótese valvar podem ser súbitos ou progressivos. No geral, a calcificação da estrutura (mais comum na prótese biológica) leva um certo tempo para acontecer e ser percebida. A prótese deixa de funcionar aos poucos e os sintomas vão aumentando de intensidade e frequência ao longo do tempo.

Já a formação de trombos (mais comum na prótese mecânica) pode acontecer de forma súbita. Esse risco existe especialmente nos pacientes que não tomam o anticoagulante corretamente e/ou não fazem o controle adequado da coagulação sanguínea. Nesses casos, a disfunção grave e aguda da valva, ou até o Acidente Vascular Cerebral (AVC), podem ser a primeira manifestação do problema na prótese valvar.

De forma geral, os pacientes com disfunção nas próteses valvares (tanto biológicas quanto mecânicas) podem sentir:

  • Falta de ar e cansaço: no caso das degenerações e calcificações (mais comuns nas valvas biológicas), ele tende a ser progressivo. Já nas valvas mecânicas, a formação de coágulos na estrutura pode impedir rapidamente o seu funcionamento, provocar falta de ar e cansaço intensos e de forma súbita.
  • Desmaios: Podem indicar problemas agudos nas próteses valvares cardíacas. Entre eles, a formação de coágulos na estrutura, impedindo a prótese de abrir e fechar corretamente.
  • Dor no peito (angina): Normalmente, acontece nos casos em que as próteses valvares estão estreitadas (estenosadas). Em geral, isso ocorre por conta da calcificação da estrutura ou degeneração – mais comum nas próteses biológicas.

É importante salientar que estes sintomas são os mais comuns, mas os problemas nas próteses valvares podem se manifestar de forma diferente entre as pessoas. Por isso, o acompanhamento com o Cardiologista Clínico é fundamental.

Endocardite

A endocardite é um problema grave, provocado por fungos ou bactérias que atingem as valvas do coração. Estes microrganismos podem comprometer o funcionamento de valvas nativas e de próteses, tanto biológicas quanto mecânicas.

A endocardite pode acometer, na mesma proporção, pessoas que não têm próteses valvares. No entanto, costuma ter maior gravidade nos portadores de prótese valvar.

Os sintomas da endocardite costumam envolver:

  • Febre de origem obscura;
  • Perda de peso;
  • Cansaço;
  • Falta de ar.

Em geral, o tratamento da endocardite requer o uso de antibióticos ou antifúngicos, dependendo da causa da doença. Para os portadores de próteses valvares cardíacas, o tratamento costuma passar também pela substituição da prótese. Por isso, esses pacientes necessitam de um cuidado maior. Afinal, a troca da prótese representa uma nova cirurgia (reoperação).

Para evitar a endocardite, os cuidados com a prevenção são fundamentais, especialmente para as pessoas que possuem uma prótese valvar cardíaca. Em linhas gerais, passam pela profilaxia com antibióticos antes de certos tipos de procedimentos cirúrgicos e odontológicos.

Lembre-se: a troca valvar é um procedimento seguro e curativo, se bem indicado e realizado por profissionais experientes e competentes. A taxa de complicações durante a vida em portadores de próteses valvares é muito baixa, desde que o acompanhamento regular e as orientações do seu médico sejam respeitadas.

“Pacientes que já possuem próteses valvares devem manter um acompanhamento periódico com o médico cardiologista. Precisam consultá-lo sempre que for necessário realizar algum novo evento cirúrgico, como tratamentos odontológicos, para a correta profilaxia.”  Dra. Maryha Pires Cassol (CRM 23616 / RQE 14734).

Cuide do seu coração. Consulte o seu cardiologista com frequência, siga as orientações médicas e fique atento aos sintomas de problemas nas próteses valvares.  Sua saúde agradece!

*Dra. Maryha Pires Cassol (CRM 23616 / RQE 14734) é Cardiologista Clínica e atende consultas no Hospital SOS Cárdio, em Florianópolis/SC.

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Avaliação Clínica na Cirurgia Cardíaca

Avaliação Clínica na Cirurgia Cardíaca

Confira o artigo escrito pelo Dr. Daniel José da Silva Filho, Médico Cardiologista e Intensivista (CRM 25741 RQE 16416 RQE 16418), sobre a importância da avaliação pré-cirúrgica para o sucesso do procedimento. Boa leitura!  

Um dos grandes avanços da Medicina nos últimos anos é a maior capacidade de avaliar as características e as necessidades de cada paciente. A avaliação clínica no pré e no pós-cirúrgico da cirurgia cardiovascular está cada vez mais personalizada. Tem como objetivo central proporcionar maior segurança na condução de cada paciente.

Os resultados podem ser observados em procedimentos médicos de um modo geral, principalmente nos pacientes com idade avançada. Hoje, diferente do que acontecia décadas atrás, é cada vez mais comum a realização de procedimentos complexos em pessoas com mais de 80 anos. Destacam-se, especialmente,  cirurgia cardíaca, vascular, além de outros procedimentos cirúrgicos de um modo geral. Como a média de idade do brasileiro vem aumentando gradativamente, precisamos estar preparados para este momento, possibilitando o acesso aos tratamentos para uma parcela importante da população.

O mesmo acontece em pacientes com outras comorbidades, como diabetes, doenças coronarianas, problemas renais e hepáticos. Antigamente, tais condições poderiam impedir a realização de uma cirurgia cardíaca ou outro procedimento cardiovascular. Hoje, o cuidado personalizado e a avaliação clínica detalhada permitem determinar o melhor momento do procedimento, bem como a melhor opção terapêutica.

Avaliação Clínica antes da Cirurgia Cardíaca

Os cuidados pré-cirúrgicos começam antes mesmo do encontro com o médico. Têm início já na escolha do hospital e da equipe responsável pelo tratamento. Os pacientes devem procurar instituições e profissionais que ofereçam todo o suporte para o caso de alguma intercorrência.

Uma vez feito isso, passa-se então pela avaliação clínica pré-cirúrgica. Nela, o médico responsável deve avaliar o paciente como um todo. A intenção é fazer o preparo de acordo com as condições de saúde de cada pessoa – e com o tipo de cirurgia que ela irá realizar.

A avaliação clínica pré-cirúrgica costuma envolver alguns exames de rotina (que variam de acordo com o procedimento a ser realizado). Eletrocardiograma, Rx de tórax e ecocardiograma são alguns exemplos. No entanto, sabemos que eles podem não dar conta de todo universo das diversas situações.

Dependendo do procedimento cirúrgico a ser realizado, a avaliação clínica pode demandar outros exames e aprofundar a investigação. Pretende-se, com isso, proporcionar maior segurança ao paciente e sucesso em sua cirurgia.

Além disso, o médico também realiza um levantamento completo e a análise crítica do histórico do paciente. Nesse contexto, avaliamos:

  • Histórico de doenças prévias;
  • Os sintomas envolvidos em cada caso;
  • Os procedimentos realizados anteriormente;
  • As complicações sofridas no passado;
  • O histórico familiar;
  • Os medicamentos que utiliza e que deixou de usar;
  • A indicação cirúrgica.

Esse levantamento minucioso, aliado aos exames de rotina para cada procedimento e aos escores matemáticos de risco, permitem ao médico ter amplo conhecimento do estado de saúde do paciente.  

“A avaliação clínica personalizada nos permite solicitar procedimentos de pesquisa cardíaca, pulmonar e de diversas outras especialidades antes das cirurgias cardiovasculares. Assim, os pacientes são encaminhados para o tratamento com mais segurança.” Dr. Daniel José da Silva Filho, Médico Cardiologista e Intensivista (CRM 25741).

A avaliação clínica permite aos médicos a realização de um planejamento específico para cada paciente. As informações levantadas nessa fase ajudam a traçar estratégias de prevenção e controle de intercorrências no pós-cirúrgico.

Essa avaliação também auxilia a equipe multidisciplinar envolvida, como fisioterapeutas, nutricionistas, fonoaudiólogos, enfermeiros e psicólogos, no diagnóstico e prevenção de intercorrências e nos cuidados pós-operatórios.

Avaliação Após a Cirurgia Cardíaca

No pós-cirúrgico, os pacientes também são submetidos a uma série de exames laboratoriais e de imagem. Novamente, as informações da avaliação clínica pré-cirúrgica têm relevância, pois auxiliam na condução do paciente.

“Nós correlacionarmos todas as informações obtidas antes, durante e depois da cirurgia cardiovascular. Assim, além dos exames de rotina para a avaliação clínica pós-cirúrgica, nós podemos realizar estudos mais complexos, de acordo com o quadro de cada paciente.” Dr. Daniel José da Silva Filho, Médico Cardiologista e Intensivista (CRM 25741).

Os cuidados com a mobilização precoce, com a alimentação adequada e com o estado psicológico dos pacientes seguem a mesma lógica. Visam sempre uma recuperação plena e segura, com prevenção de intercorrências, de acordo com as características de cada pessoa e com as informações coletadas na avaliação clínica.

*Dr. Daniel José da Silva Filho (CRM 25741) é médico especialista em Terapia Intensiva (RQE 16418) e em Cardiologia (RQE 16416). Atua nas unidades de Pronto Atendimento e CTI do Hospital SOS Cárdio. 

Pós-Operatório da Cirurgia Cardíaca